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Petróleo despenca e bolsas passam a subir após anúncio de Trump, que pausará ataques ao Irã

Publicado em 23/03/2026

G1

O conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, provocou uma forte oscilação nos mercados mundiais, em particular nas cotações de petróleo.

Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta segunda-feira (23). Depois de começarem o dia em alta, as cotações passaram a cair após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump anunciou uma trégua de 5 dias com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que representantes dos dois países tiveram “conversas muito boas e produtivas” no fim de semana e que ordenou o adiamento de qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana.

Mas a agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos Estados Unidos.

Por volta das 9h40 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, caía 7,54%, a US$ 103,73. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 6,89%, a US$ 91,46.

As bolsas de Seul e Tóquio fecharam a segunda-feira em forte queda: o índice Nikkei, de Tóquio, caiu 3,47%, enquanto o Kospi, de Seul, recuou 6,5%, pressionado pelas importações de petróleo. Hong Kong caiu 3,5%, Xangai perdeu 3,6% e Sydney recuou 0,7%.

Na Europa, as bolsas abriram em queda, mas viraram após a notícia. Às 9h40, Paris subia 1,76%, Londres 0,55%, Milão 1,86% e Frankfurt 2,24%.

 

Haverá uma pausa?

 

O conflito no Oriente Médio, iniciado após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, provocou forte oscilação nos mercados globais, especialmente no petróleo após o conflito se espalhar por mais países.

Em uma demonstração que a guerra já possui várias frentes, enquanto Trump anunciou uma pausa, o Exército de Israel informou que realizou uma série de “ataques a alvos do regime iraniano no coração de Teerã”, em comunicado divulgado nas redes sociais às 8h59 (horário de Brasília).

Em seguida, a agência iraniana Tasnim, citando uma fonte oficial sob anonimato, afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará às condições anteriores ao conflito e que os mercados de energia devem seguir instáveis.

No fim de semana, inclusive, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar “completamente” o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e instalações que abastecem bases americanas na região do Golfo.

A ameaça foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) disse que poderia “obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuzem até 48 horas. O prazo terminaria por volta das 19h44 (horário de Brasília) desta segunda-feira.

“Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA”, ameaçou Trump em uma mensagem na rede Truth Social, indicando que atacará primeiro a maior delas.

Um ataque às instalações energéticas iranianas seria considerado uma escalada significativa na guerra que os dois países travam há mais de três semanas.

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