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Defesa de padrasto de atirador no Acre nega participação em ataque e diz que acesso à arma foi “indevido”

Publicado em 06/05/2026

Foto: Sérgio Vale

Por Redação

Em comunicado divulgado na noite desta terça-feira (5), a defesa do advogado , padrasto dRuan Amorimo adolescente responsável pelo atentado ao Instituto São José, em Rio Branco, negou qualquer participação, incentivo ou conivência do cliente nos atos cometidos pelo enteado.

O documento, assinado pelo advogado Antonio Freitas Ferreira Coelho, esclarece que o menor teve acesso “indevido” à arma de fogo, que pertence a Amorim, sem que houvesse autorização ou conhecimento prévio do proprietário. A defesa reforça que as circunstâncias desse acesso seguem sob apuração das autoridades competentes.

Segundo a nota, Amorim colaborou com as forças de segurança desde o início. O advogado teria se apresentado voluntariamente para prestar esclarecimentos assim que tomou conhecimento do ocorrido. O texto destaca ainda que o padrasto recebeu a notícia com “profundo pesar e consternação”, manifestando solidariedade às vítimas, aos familiares e a toda a comunidade escolar afetada pela tragédia.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Acre (OAB/AC), por meio da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da Advocacia, presidida por Bebeto Medeiros, informou que acompanha o caso para garantir o respeito às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

O caso

O ataque ocorreu na manhã desta terça-feira, no Instituto São José, tradicional escola da capital acreana. Duas funcionárias da instituição, identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, morreram ao tentarem conter o atirador e proteger os estudantes e demais servidores. Outras pessoas, incluindo uma aluna, ficaram feridas na ação.

As investigações prosseguem sob sigilo e atenção das autoridades estaduais. A governadora Mailza Assis declarou, ao longo do dia, haver indícios de que o adolescente “não agiu sozinho”, o que aponta para a necessidade de um aprofundamento das investigações sobre possíveis influências externas ou participação de terceiros no planejamento do crime.

Ao encerrar o comunicado, a defesa de Ruan Amorim reiterou confiança no trabalho das autoridades e afirmou que o advogado permanece à disposição da Justiça para novos esclarecimentos.

O advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque a tiros no Instituto São José, foi liberado pela polícia na noite desta terça-feira (5). Ele prestou depoimento na Delegacia de Flagrantes (Defla), na capital acreana.

Segundo informações apuradas, Amorim foi conduzido à unidade policial na condição de proprietário da arma de fogo utilizada no atentado. Após ser ouvido pela autoridade de plantão, o advogado assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado, retornando para sua residência ainda durante a noite.

O desdobramento do caso ficará agora a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A delegacia especializada será responsável pela elaboração do inquérito policial e tem como objetivo central apurar as circunstâncias que permitiram ao adolescente ter acesso à arma utilizada na tragédia.

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