Publicado em 06/05/2026
Foto: Reprodução/Agência Brasil
Por Alessandra Karoline
Diante do cenário de crise no Estado, após ataque a tiros ao Instituto São José, nesta terça-feira(5), o ministro da Educação, Leonardo Barchini, determinou o envio imediato de uma equipe do programa “Escola que Protege” ao estado. A medida foi articulada após diálogo com a governadora Mailza Assis.
A ação, perpetrada por um aluno de 13 anos, deixou duas funcionárias mortas e outros dois feridos — um estudante e um funcionário da instituição —, que foram encaminhados a uma unidade de pronto-socorro.
Em nota, o Governo do Acre informou que o adolescente assumiu a autoria dos disparos e está sob custódia do Estado. O responsável legal pelo menor, que também é o proprietário da arma de fogo utilizada no atentado, foi detido.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a motivação do crime, a dinâmica da ocorrência e possíveis responsabilidades adicionais. Paralelamente, o Governo Estadual mobilizou equipes da Secretaria de Saúde para prestar assistência contínua às vítimas e oferecer suporte psicossocial aos alunos, professores e familiares.
Em suas redes sociais, o ministro Leonardo Barchini destacou a prioridade das ações federais:
“Neste momento, a prioridade é o cuidado com a comunidade escolar, com atenção às vítimas, seus familiares, profissionais da educação e estudantes, assegurando apoio psicossocial e condições para um processo responsável de reconstrução. Reafirmo nosso compromisso com a vida, a paz e a proteção das comunidades escolares.”
Como medida imediata de luto e reorganização, as aulas em todas as escolas da rede estadual do Acre foram suspensas por três dias.
Atuação do “Escola que Protege”
A equipe enviada pelo MEC ao Acre é especializada em gestão de crises e episódios de violência extrema. O programa, criado em 2024, atua diretamente no fortalecimento das redes de ensino para o enfrentamento da violência e a promoção de uma cultura de paz.
Entre as principais frentes de atuação do programa, destacam-se apoio psicológico, gestão de crise, formação e capacitação continuada de profissionais da educação para prevenção de conflitos., infraestrutura pperacional e fomento à criação de assembleias e espaços de diálogo dentro das escolas.
Fonte: Agência Brasil

