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segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Artigos do Narciso

Não tão longe

Publicado em 20/04/2026

Não tão perto, mas não tão longe, politicamente acompanho a disputa pelo governo do nosso Estado.

A minha idade me desobriga a cumprir até o meu dever cívico, o de votar; ainda assim, comparecerei às urnas nas nossas próximas eleições para expressar o meu voto. Posto que, se uma galinha enche o seu papo engolindo um grão seguido de outro, o mesmo acontece com nossos votos, isto porque eles são contados um a um.

Se não tão isento das brigalhadas que costumam anteceder as nossas eleições, no nosso Acre, o clima se mantém, de certo modo, um tanto quanto civilizado, politicamente falando, já que disporemos de um cardápio de candidatos razoavelmente aceitáveis.

Acontece que, à medida que nossas eleições vão se aproximando e as pressões vão aumentando, não raro toda sorte de acusações, em linguagem rasteira, acaba surgindo. Prova disso é o que já está acontecendo no nosso plano federal, ou, mais precisamente, na disputa pela presidência da nossa República, um cenário já bastante intoxicado pela nossa nociva polarização “Lula/Bolsonaro”. Desta polarização ficarei longe.

A continuar como vem vindo, só me restará escolher, quando não os melhores, pelo menos os menos incompetentes para me representar. O palhaço Tiririca já se elegeu quatro vezes deputado federal, pregando o seguinte bordão: “vote em Tiririca, pois pior do que está não fica”.

Lamentavelmente, nas nossas últimas eleições, o quesito competência tem sido prometido e explorado. Afinal de contas, tudo vem se passando como se os nossos eleitores estivessem condicionados a escolher, entre os candidatos, os mais ou menos corruptos, como se a corrupção pudesse ser relativizada.

A honestidade é um dever moral e uma obrigação social e ética de todas as pessoas, sobretudo daqueles que se candidatam para, em nome do nosso país, virem nos representar. Ser honesto é uma obrigação, pois não basta apenas ser honesto, até porque, em toda e qualquer gestão, seja pública ou privada, a competência tem que prevalecer, até mesmo para se combater a corrupção.

Em relação à disputa pela presidência da nossa República, com bastante antecedência as amostragens já dão conta de que enfrentaremos uma guerra do tipo “dente por dente e olho por olho!”, da qual restarão muitos cegos e muitos banguelas.

Em relação à disputa pelo governo do nosso Estado, do quarteto que entrará na disputa, aquele ou aqueles que vierem explorar sua honestidade como se fosse uma qualidade, e não um pré-requisito, de antemão perderão o meu voto.

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