Publicado em 04/06/2026
Foto: Sérgio Vale
Por Redação
O avanço acelerado dos casos de síndromes respiratórias acendeu o alerta máximo no Acre. Um dia após a publicação do Decreto nº 11.901, que declarou situação de emergência em saúde pública em todo o estado, a governadora Mailza Assis Cameli (Progressistas) manifestou-se publicamente nesta quinta-feira (4), reforçando que a proteção da população é a principal motivação para a medida extrema.
O sistema de saúde acreano enfrenta um cenário crítico, caracterizado pela superlotação das unidades de pronto atendimento e por uma elevada taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública estadual. O decreto foca no combate ao avanço da Síndrome Gripal e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Por meio de suas redes sociais, a chefe do Executivo estadual destacou o impacto da crise sanitária, especialmente sobre os grupos que demandam maior atenção médica.
“Acompanho com preocupação o aumento dos casos de síndrome respiratória no Acre, sobretudo entre crianças e idosos. Por isso, decretamos situação de emergência em saúde pública para reforçar o atendimento e ampliar nossa capacidade de resposta. Nossa prioridade é proteger vidas”, afirmou a governadora na rede social X (antigo Twitter).
Ações emergenciais e vigência
Com a oficialização do estado de emergência, que terá vigência inicial de 90 dias, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) assume o comando de uma força-tarefa administrativa e assistencial.
A partir de agora, a pasta está autorizada a:
Coordenar ações emergenciais para desafogar as unidades de saúde;
Ampliar a capacidade de assistência direta à população;
Adotar medidas administrativas céleres, o que pode incluir a compra de insumos, contratação de serviços e remanejamento de equipes sem a burocracia habitual, visando conter a crise no tempo mais curto possível.

