Publicado em 04/06/2026
Foto: Maria Fernanda Arival/ContilNet
Por Redação
O Governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública em razão do aumento alarmante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e da consequente superlotação das unidades hospitalares no estado. Para conter a crise, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) anunciou um pacote de medidas emergenciais que visa expandir o atendimento e intensificar a prevenção da doença.
De acordo com a Sesacre, o gatilho para o decreto foi a pressão sobre a rede assistencial. Dados epidemiológicos apontam que, entre as semanas 1 e 21, o estado registrou um salto de 1.060 casos no ano passado para 1.438 casos no mesmo período deste ano — um aumento superior a 35%.
“Esse dado nos manteve em alerta devido ao crescente número de casos e à nossa capacidade de ocupação de leitos, tanto de urgência quanto de internação, seja adulto ou pediátrico”, explicou Suane Oliveira, diretora de Atenção Primária e Vigilâncias em Saúde e Ambiental da Sesacre.
O decreto de emergência funciona como um mecanismo desburocratizador, permitindo que o Estado responda com maior agilidade à crise sanitária. Entre as ações imediatas previstas pela Sesacre estão:
Ampliação de leitos: Abertura de novas vagas de internação e urgência;
Contratação de pessoal: Admissão célere de profissionais de saúde para reforçar as equipes;
Celeridade em insumos: Compra rápida de medicamentos, equipamentos e Materiais de Informação e Assistência Hospitalar (MMH);
Articulação nacional: Busca de apoio estratégico e financeiro junto ao Ministério da Saúde.
A estratégia estadual também prevê uma parceria estreita com as prefeituras para fortalecer o atendimento na ponta. O objetivo é fazer com que os pacientes recebam os primeiros cuidados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo no início dos sintomas, evitando o agravamento do quadro e o estrangulamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e prontos-socorros.
Vacinação é o principal escudo
Diante do cenário crítico, as autoridades de saúde reforçam que a imunização é a ferramenta mais eficaz para frear a curva de internações. A diretora da Sesacre fez um apelo para que a população procure os postos de saúde e atualize a caderneta de vacinação pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A atenção está voltada, principalmente, para os grupos prioritários:
As autoridades alertam que a busca por ajuda médica não deve ser adiada. “No agravamento dos sintomas, já procure atendimento médico para que esse paciente tenha um atendimento eficaz e não aconteçam agravamentos e mortes, como a gente vem observando nos últimos tempos”, finalizou Suane Oliveira.

