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Operação Labor: Recursos de ex-prefeitos condenados por corrupção chegam ao STF

Publicado em 20/04/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

O processo decorrente da Operação Labor, um dos maiores escândalos de corrupção em municípios do interior do Acre, atingiu uma nova fase processual. Os ex-prefeitos de Brasiléia, Everaldo Gomes Pereira da Silva, e Aldemir Lopes da Silva, além do ex-gestor de Plácido de Castro, Roney de Oliveira Firmino, levaram a disputa judicial ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A movimentação ocorre após uma decisão publicada na última sexta-feira (17) pelo ministro Edson Fachin. Na condição de presidente da Corte, Fachin determinou o encaminhamento dos recursos extraordinários para distribuição a um relator específico, que analisará o mérito das alegações apresentadas pelas defesas.

O caso remonta a 2020, quando investigações apontaram um esquema sofisticado de direcionamento de licitações e desvio de verbas públicas. De acordo com os autos, o grupo operava uma estrutura organizada para fraudar contratos e distribuir propinas, mecanismo que ficou conhecido entre os investigadores como “folhinha”.

Em julho de 2024, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) já havia confirmado o entendimento da primeira instância, mantendo as condenações por fraude em licitação, corrupção e participação em organização criminosa. As penas impostas aos réus ultrapassam 10 anos de reclusão em determinados casos, incluindo a obrigatoriedade de devolver mais de R$ 1,2 milhão ao erário.

Trâmite nas Cortes Superiores

Antes de chegar à última instância do Judiciário brasileiro, os recursos haviam sido negados pelo próprio TJAC. Isso forçou as defesas a interporem agravos para garantir que os argumentos fossem ouvidos em Brasília. Além do STF, parte do processo também tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão de Fachin não analisou se os réus são culpados ou inocentes, mas garantiu o seguimento regular da tramitação. Agora, caberá ao ministro relator que for sorteado decidir se existem questões constitucionais que justifiquem a alteração das penas já confirmadas pela Justiça acreana.

Até o momento, não há um prazo definido para o julgamento do mérito no Supremo. O desfecho do caso é aguardado com grande expectativa devido à forte repercussão política no estado e ao rigor das sanções aplicadas aos ex-gestores.

A Operação Labor, deflagrada pela Polícia Federal, revelou um complexo esquema de corrupção que drenou recursos públicos dos municípios de Brasiléia e Plácido de Castro. Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Acre (MPAC), incluindo três ex-prefeitos e seis ex-vereadores.

Os acusados respondem por crimes graves, como:

Organização criminosa

Desvio de dinheiro público

Fraude em licitação

Corrupção ativa e passiva

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