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Nem todos são

Publicado em 27/12/2023 10:12

      A má fama atribuída aos nossos políticos só tem afastado àqueles não aceitam ser tratados assim

       Quando devidamente avaliada a nossa classe política tem sido sempre reprovada, posto que, as notas que lhes são atribuídas são sempre muito baixíssimas, diria até, rasteiras. Porém, verdade seja dita: tais avaliações decorrem muito mais pelos chumbos trocados entre seus competidores do que propriamente em razão de suas próprias vulnerabilidades.

     Concordo em gênero, número e grau que precisamos excluir àqueles que enodoam tão importantíssima função, qual seja, a de nos representar. Nossos partidos políticos não têm feito o que deveriam fazer e tem possibilitado aos falsos moralistas se sagrarem vencedores nas nossas disputas eleitorais. Neste particular, a nossa legislação político/partidária/eleitoral pouco ou nada nos favorece. Daí reformá-la, já e imediatamente, se fazer urgente, necessária e indispensável.

    Se é que possamos dizer que as democracias dos EUA e a do Reino são bons exemplos e a serem seguidos, pergunto: quanto partidos políticos predominam em ambos: Nos EUA, dois, e no Reino Unido três. No nosso caso, tanto nos nossos poderes executivos e/ou legislativos, nada menos de 20 partidos políticos estão representados.

    Já dizia o imortal Miguel de Cervantes: “elimine a causa que seus efeitos cessam”. Nada poderia ser mais óbvio e ululante. Daí a pergunta que não pode calar: a quem interessa a nossa fragmentação partidária? Logicamente, àqueles que insistem em mercadejar a nossa representação política, ou mais precisamente, aqueles que advogam em causa própria.

   Mais uma vez, resta provado que a liberdade é um direito que deva ser acompanhado de responsabilidade. A propósito, não fosse o tal Centrão”, uma cria derivada do nosso fragilizado sistema partidário, o nosso país já havia se tornado ingovernável.

    Não por acaso, o dito cujo, o tal Centrão, apoiou o governo do então presidente Jair Bolsonaro e ora encontra-se a disposição do presidente Lula, lógico, dependendo tão somente das negociatas superadas.

    No ano, logo mais em curso, o de 2024, em nível municipal, iremos nos deparar com as escolhas dos prefeitos dos nossos 5.560 municípios, e pelo andar da carruagem, em cada uma deles, sobretudo nos mais densamente povoados, poderemos reclamar de tudo, menos da fartura de candidatos. Na nossa capital, Rio Branco, ao menos meia dúzia deles, já puseram suas caras nas janelas, ou seja, suas candidaturas nas ruas.

    Fosse pela quantidade e não pelas qualidades dos nossos pretensos candidatos a nossa atividade política estaria bem servida, entretanto, é o inverso que precisaria prevalecer. Lamentavelmente, as nossas eleições em muito tem se prestado para trocarmos seis por meia dúzia.

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