Publicado em 21/05/2026
Por Redação
Faleceu na madrugada desta quinta-feira (21), aos 72 anos, o jornalista Mário Emilio Malaquias, em decorrência de complicações provocadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O profissional estava internado há vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Belo Horizonte (MG), cidade onde residia com a família há décadas.
Mário Emilio cravou seu nome na história da imprensa do Acre ao fazer parte de um período de consolidação e modernização dos jornais impressos no estado. Ele iniciou sua trajetória profissional no final da década de 1970 como funcionário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), mas migrou definitivamente para as redações jornalísticas na década de 1980.
Seu trabalho de maior impacto ocorreu no jornal A Gazeta. Ao lado do também jornalista Roberto Vaz, Mário Emilio integrou uma das gerações mais influentes e inventivas do jornalismo acreano. Naquela época, o estado ainda não contava com uma faculdade de comunicação social, o que transformava as redações em verdadeiras escolas práticas de formação.
Enquanto Mário Emilio atuava como um mestre informal, ensinando as técnicas de apuração e escrita de reportagens aos mais jovens, Roberto Vaz comandava o design e a diagramação das capas do periódico, revolucionando o padrão visual da imprensa local.
Passagem pelas principais redações do Acre
Após consolidar sua carreira e deixar sua marca em A Gazeta, o jornalista estendeu sua contribuição para os outros dois principais veículos impressos que moldaram o debate público e a política acreana nas últimas décadas: as redações dos jornais O Rio Branco e A Tribuna.
Reconhecido pelo texto apurado e pelo rigor técnico em uma era analógica e de recursos escassos, Mário Emilio Malaquias deixa um legado de ética e dedicação que serve de referência para os profissionais da comunicação no Acre e em Minas Gerais. Detalhes sobre o velório e o sepultamento do jornalista em solo mineiro ainda não foram divulgados pela família.

