Publicado em 20/05/2026
Foto: Alessandra Karoline
Por Alessandra Karoline
Em evento realizado nesta quarta-feira (20), em Rio Branco, na Uninorte o Deputado Federal Nikolas Ferreira proferiu um discurso focado na persistência política, nos bastidores de sua atuação no Congresso Nacional e em duras críticas às condições socioeconômicas locais. O parlamentar convocou seu eleitorado a manter a mobilização, afirmando que a persistência é o fator decisivo nas disputas pelo poder.
“Vence quem não desiste. E o que eu peço para vocês hoje é para vocês, acima de tudo, não desistirem”, convocou o parlamentar.
Ao relatar sua experiência na Câmara dos Deputados, Ferreira detalhou as dificuldades enfrentadas pela oposição para aprovar pautas conservadoras e de segurança pública. Ele relembrou sua gestão como presidente da Comissão de Educação, lamentando a rejeição, por apenas um voto, de um projeto de sua autoria que previa a implementação de segurança armada nas escolas.

“Tem segurança armada no banco para poder guardar dinheiro. Não vai ter segurança armada na escola, onde estão guardando seus filhos, seu maior bem? Por um voto a gente perdeu, e a esquerda toda contrária”, criticou.
O deputado também citou a histórica tentativa de aprovação da redução da maioridade penal, uma pauta que, segundo ele, se arrasta desde 2003 — época do crime de grande repercussão cometido pelo jovem conhecido como Champinha. Para Ferreira, o avanço dessas propostas é travado pelo que definiu como o “freio de mão no Brasil chamado esquerda”.
Apesar dos reveses descritos, o deputado demonstrou otimismo quanto ao cenário político regional e nacional, declarando que o país está “mais perto do que nunca do Acre ser liberto da esquerda e do Brasil ser transformado”.
Ferreira relembrou a jornada de 255 quilômetros que realizou em uma caminhada a Brasília, destacando que o ato teve como único objetivo injetar esperança na população e que evitou qualquer tipo de “oportunismo eleitoral”.
Mencionando sua passagem recente por Cruzeiro do Sul, ele ressaltou que a mudança do país não deve depender exclusivamente do voto em anos eleitorais, mas sim de uma postura ativa de cada cidadão. “Muito mais do que pedir somente por eleições, eu peço para que você olhe para si mesmo, dê o seu máximo e não desista”, pontuou.

A reta final do discurso foi marcada por um desabafo sobre as condições de infraestrutura do Acre, com destaque para a rodovia BR-364. O deputado contrastou a tecnologia e a agilidade da engenharia civil que presenciou durante uma viagem ao Japão com a precariedade dos transportes e da saúde na região amazônica.
Ferreira lamentou os riscos enfrentados pela população local, citando casos de pessoas que morrem nas estradas, a dependência crônica de balsas e episódios de isolamento extremo em seringais.
“Aqui as pessoas morrem na estrada. As pessoas têm que esperar uma balsa uma hora, meia hora. Teve criança que nasceu em cima da balsa. Se a pessoa dentro do seringal passar mal, tem que sair numa rede. Se eu contar isso para alguém de fora, ele não vai acreditar”, protestou.
O parlamentar encerrou sua fala reiterando que a oposição não recuará diante das dificuldades e agradeceu o acolhimento do público acreano, prometendo retornar ao estado em breve.

