Publicado em 20/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Professores e servidores da educação municipal de Rio Branco deflagraram greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (20). A categoria realizou uma mobilização na Praça da Revolução, localizada em frente à sede da Prefeitura, reunindo dezenas de profissionais da área. Com a paralisação, as aulas na rede pública municipal estão suspensas por tempo indeterminado.
A decisão foi decretada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) após impasses nas rodadas de negociação com o poder executivo local. Segundo a entidade, os trâmites legais foram rigorosamente seguidos, incluindo o cumprimento do prazo de 72 horas para o aviso prévio, comunicado formalmente à Prefeitura, à Secretaria Municipal de Educação (Seme) e ao Ministério do Trabalho.
A principal motivação do movimento grevista é a defasagem nos vencimentos da categoria. Dados divulgados pelo Sinteac apontam que, nos últimos três anos, as perdas salariais acumuladas chegam a 26,54% para os professores e 21,27% para os funcionários de apoio técnico e administrativo.
Para mitigar o impacto, o sindicato reduziu a reivindicação inicial de reajuste do magistério de 15,67% para 10%, buscando flexibilizar um acordo. A contraproposta apresentada pela Prefeitura de Rio Branco, no entanto, fixou-se em 5%, gerando rejeição por parte da assembleia dos trabalhadores.
Outro ponto crítico levantado pelos manifestantes diz respeito ao piso dos funcionários de apoio, cujos salários atuais estão fixados abaixo do salário mínimo vigente:
Ensino Fundamental: R$ 1.400
Ensino Médio: R$ 1.500
Outras funções: R$ 1.600
De acordo com a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, o encerramento do movimento depende de uma nova postura do governo municipal.
“O fim da greve está na mão do prefeito Alysson [Bestene]. Só ele vai determinar quando a greve vai encerrar. Não falta muito, é só ele atender nossos 5% para o mês de novembro”, declarou a líder sindical.
Além da pauta econômica, a categoria manifestou preocupação com as condições físicas de trabalho. Professores e servidores criticaram a falta de um direcionamento claro voltado à segurança dentro do ambiente escolar. Segundo Nascimento, nem a Secretaria de Educação, nem a Prefeitura apresentaram qualquer plano estratégico em execução para a proteção das unidades de ensino durante as reuniões anteriores.
O ato público na Praça da Revolução seguiu ativo até o meio-dia desta quarta-feira, mas o comando de greve confirmou que as atividades permanecem suspensas até que uma nova proposta oficial seja apresentada pela municipalidade.

