Publicado em 08/05/2026
Por Narcisio Mendes
A despeito de sua condenação, o ex-governador Gladson Cameli poderá se candidatar nas próximas eleições?
Num país em que as leis abundam, e como somos um deles, a despeito de sua recente condenação, o nome do ex-governador Gladson Cameli constará nas nossas urnas eletrônicas enquanto candidato a senador e com amplas chances de ser eleito?
Seu caso se assemelha ao do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, cuja inelegibilidade foi decretada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porém ele irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), tentando revertê-la. E conseguirá? Sabe Deus!
Se o trânsito em julgado já salvou algumas candidaturas que pareciam mortas e sepultadas, muito certamente, para salvar a sua candidatura ao Senado nas próximas eleições, o ex-governador Gladson Cameli não se dará por vencido. De mais a mais, a banca de advogados que o defenderá é composta por renomados profissionais em Direito Eleitoral.
Eu, particularmente, não me surpreenderei caso o TSE venha admitir a sua candidatura, assim como, se o seu caso vier a ser decidido pelo STF, esta sim será, em definitivo, a decisão que determinará o trânsito em julgado da ação que ora o incomoda.
Por esta e outras, volto a repetir: enquanto a nossa atual legislação eleitoral não vier a ser lançada na lixeira de nossa história, casos assemelhados aos dos ex-governadores Cláudio Castro e Gladson Cameli voltarão a acontecer. E isto porque o direito de defesa de quem é acusado, e até mesmo condenado, está à sua disposição.
Coincidências à parte, os ex-governadores acima citados pretendem se candidatar ao Senado e, caso sejam eleitos, e as pesquisas apontam nesta direção, disporão de um mandato de oito anos para protegê-los.
Voltando a falar no que mais e verdadeiramente nos interessa, a candidatura ao Senado do ex-governador Gladson Cameli, particularmente, não o tenho na conta de um corrupto, menos ainda o seu pai, Eládio Cameli.
A propósito, se dependesse de sua vontade, o seu pai, Eládio Cameli, o seu filho Gladson jamais teria sido candidato a governador do nosso Acre nas eleições de 2018 e tampouco reeleito em 2022.
Engana-se quem pensa, e mais ainda quem acusa, o empresário Eládio Cameli de ter tirado algum proveito no governo do seu filho. Muito pelo contrário, pois a sua maior satisfação sempre foi, e continua sendo, a de vê-lo distanciado do nosso ambiente político, este sim um ambiente altamente arriscado, sobretudo em tempos em que o denuncismo desenfreado tornou-se uma das principais armas dos nossos candidatos.

