Publicado em 21/05/2026
O dia seguinte guarda toda sorte de satisfações e insatisfações. Portanto, aguarde que ele chegue.
Quando o Senado barrou a indicação do então AGU (Advogado-Geral da União), Jorge Messias, para ocupar a vaga que se encontrava aberta no STF (Supremo Tribunal Federal), no dia seguinte, num comício no Estado de Santa Catarina, o então candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, vestia uma camiseta com os dizeres: “O Pix é de Bolsonaro e o banco Master é de Lula”.
A recusa, por parte do Senado, não se deu pelas devidas e necessárias razões, e sim em atendimento ao nosso nocivo radicalismo político. A provar, nada lhes fora questionado a respeito das suas condições morais e éticas, tampouco sobre o seu saber jurídico.
No ato de posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, quando o nome de Jorge Messias foi anunciado, deu-se a mais ampla manifestação de apoio e de aplausos.
Lamentavelmente, as nossas próximas eleições se darão num clima de beligerância, no qual não são as críticas e nem as louvações que prevalecerão, e sim as agressões.
Resultado: àquele que vier a ser eleito presidente da nossa República… aos nossos eleitores só restará votar no candidato menos corrupto, seja em Lula ou no próprio Flávio Bolsonaro.
Em qualquer democracia que se preze, os candidatos se elegem pelas suas boas e singulares qualidades, jamais pelos seus defeitos e incapacidades. Nesses particulares, estamos caminhando rumo ao abismo.
O telefonema que o presidenciável Flávio Bolsonaro dirigiu ao marginal Daniel Vorcaro diz tudo. Afinal de contas, quem cobra o restante de uma dívida superior a R$ 130 milhões, e da qual já havia recebido a metade, se necessário, precisa expor os devidos esclarecimentos. Pois não basta apenas alegar que essa montanha de dinheiro seria para custear a montagem de um filme em homenagem, ainda que a seu próprio pai.
Para azar do próprio Flávio Bolsonaro, o teor do referido telefonema veio a público e o comprometeu literalmente; o escândalo do Banco Master acabou batendo às suas portas, desta feita resultando na prisão do próprio Daniel Vorcaro, o chefão da organização criminosa que havia montado.
Se o Banco Master é ou foi de Lula e se o Pix é ou foi estabelecido pelo então presidente Jair Bolsonaro, conforme havia proclamado o próprio Flávio Bolsonaro, urge que saibamos quem é quem, quem foi quem e quem fez o que ao ter participado do referido escândalo.
Ainda sobre o filme Dark House: na melhor das hipóteses, o mesmo seria exibido nos dias anteriores às nossas próximas eleições e tinha como propósito favorecer a candidatura do próprio Flávio Bolsonaro.

