Publicado em 12/06/2026
A queda da ponte de Sena Madureira surtirá, eleitoralmente, as mais diversas especulações.
De todo modo, há que se determinar a causa ou as causas que determinaram o desabamento da ponte que ligava a cidade de Sena Madureira ao seu 2º distrito. Afinal de contas, em matéria de engenharia, construções de pontes e grandes estruturas são obras que requerem o máximo de segurança, e quando algumas delas desabam, sempre surgem as mais diversas especulações e, por vezes, bastante maldosas.
Daí a pergunta que não pode calar e que requer as devidas respostas. Das hipóteses levantadas e, consequentemente, a serem investigadas, quatro são as principais causas: 01 – Erro do projeto, sobretudo nos seus cálculos estruturais, 02 – Incapacidade técnica da empresa que veio a construí-la, 03 – Falta de fiscalização quando da sua execução, 04 – Terras caídas, um termo utilizado para descrever a erosão fluvial e o desmoronamento das margens dos rios, algo bastante comum nos rios da nossa Amazônia.
Como estamos nos reportando a uma obra de grande apelo eleitoral e por nos encontrarmos às vésperas das eleições, por certo, o desmoronamento da referida ponte será objeto e pautará os discursos de alguns candidatos — em particular daqueles que buscam tirar proveito do seu desabamento, posto que, para a população do município de Sena Madureira, a sua construção era um dos seus mais acalentados sonhos.
Independentemente do que venha a acontecer, e até mesmo pelo volume de recursos públicos que foram empregados na sua construção, reconstruí-la se faz urgente e necessário, e a custo zero se a responsabilidade recair sobre a empresa que a houvera construído.
Que o governo do nosso Estado, e em particular o Deracre, venham a tomar as devidas providências no sentido de reparar os danos causados é o que esperamos, independentemente das especulações de natureza política que vierem a se suceder.
Em princípio, não devemos pôr na conta do ex-governador Gladson Cameli a responsabilidade pelo desabamento da referida ponte, e tampouco na conta da atual governadora Mailza Assis, já que ambos estão demonstrando as maiores preocupações no sentido de vê-la reconstruída.
Sendo o tempo o senhor da razão, que as partes envolvidas na sua construção se façam presentes para que, ao fim e ao cabo, a população do Acre, em particular de Sena Madureira, sinta-se reconfortada com sua reconstrução.
Não será à base da politiquice, aliada à raiva e ao ódio, que a ponte de Sena Madureira ou nenhuma outra obra do nosso interesse será construída, até porque, quando a casa se divide, deserta o amor, e só o amor constrói.

