Publicado em 22/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
A deputada federal Socorro Neri (PP-AC) usou suas redes sociais para reafirmar sua posição favorável ao fim da escala de trabalho 6×1 e criticar duramente as emendas protocoladas que tentam alterar o texto original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que discute a redução da jornada laboral no Brasil. A parlamentar acreana confirmou que faz parte do grupo de legisladores que se recusou a assinar as propostas de modificação.
Em vídeo publicado na internet, Neri argumentou que as emendas apresentadas desfiguram o propósito inicial do projeto e retiram direitos conquistados pela classe trabalhadora.
“Eu não assinei nenhuma dessas emendas, porque não concordo que se adie a implementação por até 10 anos. Não concordo que se reduza o FGTS pela metade. Não concordo que se permita jornadas semanais de até 52 horas”, disparou a deputada.
A deputada também demonstrou forte oposição aos mecanismos que tentam transferir para acordos diretos entre patrões e empregados a definição de garantias básicas. Segundo ela, a assimetria nessa relação pode fragilizar a segurança jurídica do trabalhador.
“Não concordo que se deixe sobre a relação empregado-empregador a discussão sobre passar por cima de direitos trabalhistas”, declarou.
A contraproposta: Escala 5×2 em 90 dias
Como alternativa ao debate, Socorro Neri propôs uma emenda à PEC 221/19. O texto da parlamentar estabelece:
Modelo 5×2: Implementação da jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso.
Carga horária: Limite de 40 horas semanais.
Garantia salarial: Vedação expressa a qualquer tipo de redução nos vencimentos dos trabalhadores.
Prazo regulamentado: Prazo máximo de até 90 dias para que as novas regras entrem em vigor após a aprovação e promulgação da lei.
Segurança jurídica: Regras claras para os intervalos de alimentação e descanso.
A deputada aproveitou o pronunciamento para convocar a sociedade a manter o engajamento no tema, atribuindo à mobilização digital e social os primeiros recuos nos textos da oposição. Ela celebrou o fato de que a “Emenda nº 1”, criticada por flexibilizar direitos, já foi retirada de tramitação após a repercussão negativa.
“O que eu defendo é que se tenha de fato uma jornada de 5 por 2, sem redução de salários e com implementação já. Vamos seguir pressionando, está funcionando a pressão popular. Sigam pressionando e aqui eu continuarei fazendo o nosso dever de casa”, concluiu a parlamentar.

