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Professores municipais protestam em frente ao TJAC e cobram mediação judicial após suspensão de greve

Publicado em 27/05/2026

Foto: David Medeiros

Por Redação

Professores da rede municipal de ensino de Rio Branco realizaram um ato de manifestação, na manhã desta quarta-feira (27), em frente à sede do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O protesto foi organizado em resposta à recente decisão judicial que determinou o fim imediato da greve da categoria. O movimento reuniu integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e do Sindicato dos Professores, que contestaram a medida e exigiram a participação da Corte nas negociações com a Prefeitura.

Os líderes sindicais acusam a gestão municipal de distorcer a realidade do diálogo com os servidores para conseguir a liminar de suspensão da greve.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, subiu o tom contra a administração pública durante o protesto. Segundo ela, o tribunal foi induzido ao erro para decretar a ilegalidade do movimento paredista.

“A Prefeitura mentiu para o Tribunal de Justiça suspender a nossa greve sem ouvir a categoria, sem ouvir a nossa pauta”, desabafou a sindicalista.

Rosana explicou que o impasse com o município é antigo e não se limita às discussões orçamentárias do ano vigente. “A negociação não é só desse ano, essa greve vem desde 2023, isso tem que ser considerado. Dizer que está negociando não é [estar] negociando”, complementou, destacando que a categoria acumula uma defasagem salarial superior a 26% e que nenhuma proposta concreta foi apresentada até o momento.

Pedido de mediação e continuidade do movimento

Por sua vez, a presidente do Sindicato dos Professores, Alcilene Gurgel, defendeu o cumprimento dos ritos legais por parte dos trabalhadores e pediu que o TJAC assuma o papel de mediador no conflito para garantir a neutralidade.

“O Tribunal de Justiça tem que nos ouvir e tem que intermediar. O movimento é justo e está sendo feito dentro da legalidade”, afirmou Alcilene.

A sindicalista rebateu os argumentos jurídicos de que a paralisação estaria afetando serviços essenciais de forma desproporcional, pontuando que mais de 30% das unidades escolares do município seguem paralisadas. Ela alertou, ainda, que a insatisfação interna é generalizada e que o movimento nas escolas tende a continuar de forma orgânica pela própria base de professores, independentemente das futuras decisões formais das entidades sindicais.

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