Publicado em 17/04/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
CRUZEIRO DO SUL – O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, deu o pontapé inicial em sua agenda política com uma jornada pela BR-364. Acompanhado da esposa, Kellen Bocalom, o político percorreu a rodovia até o Vale do Juruá, onde cumpre uma extensa agenda de dez dias para ouvir as demandas da população e consolidar alianças regionais.
Ao desembarcar em Cruzeiro do Sul, Bocalom foi recepcionado por empresários e lideranças locais em um encontro simbólico às margens do Rio Juruá — local onde está prevista a construção da ponte que ligará o município a Rodrigues Alves.
A escolha do Juruá como ponto de partida não foi por acaso. Bocalom relembrou o pleito de 2010, quando disputou o governo estadual e enfrentou uma derrota apertada. Segundo o pré-candidato, o eleitorado local foi decisivo naquela ocasião, mas teria sido influenciado por levantamentos estatísticos da época.
“Eu senti da população que eles realmente não votaram no Bocalom porque achavam que aquelas pesquisas [de 2010] eram verdadeiras. Escolhi o Juruá para mostrar que o nosso projeto continua vivo”, afirmou o pré-candidato.
Além do resgate político, Bocalom destacou o potencial agrícola da região, citando o avanço da cafeicultura como um modelo a ser priorizado em um eventual plano de governo voltado ao desenvolvimento rural.
Solução Definitiva: “Concreto e Aço”
Um dos temas centrais da visita foi a situação crítica da BR-364. Após constatar pessoalmente as dificuldades enfrentadas pelos motoristas no trajeto, Bocalom subiu o tom contra o modelo de manutenção adotado nas últimas décadas.
Para o pré-candidato, os bilhões de reais investidos na rodovia não trouxeram resultados duradouros devido ao material utilizado. Ele defendeu uma mudança radical na engenharia da estrada:
Construção em concreto: Substituição do asfalto comum por pavimento rígido.
Durabilidade: Argumentou que esta é a única forma de evitar o desperdício de recursos públicos.
Articulação Federal: Prometeu buscar apoio da bancada acreana e do governo federal para viabilizar a obra, com prioridade para o trecho entre Sena Madureira e a região do Liberdade.

