Publicado em 07/05/2026
Foto: Alessandra Karoline
Por Alessandra Karoline
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) reforçou, na coletiva de imprensa nesta quinta-feira (07), a importância do papel vigilante das famílias no ambiente digital. Segundo as autoridades, o monitoramento das redes sociais de crianças e adolescentes não é apenas um direito, mas um dever legal vinculado ao exercício do poder familiar.
Um dos pontos mais discutidos durante a fala foi o equilíbrio entre a privacidade dos jovens e a segurança. O representante do MPAC esclareceu que o direito à privacidade dos filhos é relativizado diante da responsabilidade dos pais em dirigir a educação e garantir a proteção dos menores.
“A família tem a obrigação de acompanhar as redes sociais dos filhos. O direito à privacidade deles é relativizado em relação ao poder familiar”, destacou o promotor.
A orientação é clara: ao identificar qualquer conteúdo preocupante, como discursos de ódio ou comportamentos suspeitos, a família deve agir imediatamente. As autoridades recomendam que o fato seja comunicado a órgãos competentes.
O MPAC enfatizou que o combate à violência e ao radicalismo no ambiente escolar e digital depende de uma rede de apoio integrada. A convocação é para que a Sociedade Civil, Família e Estado trabalhem em conjunto.
“Precisamos nos unir para que as informações cheguem a tempo. Conclamamos as famílias a apurarem e investigarem as redes sociais de seus filhos”, finalizou a autoridade, reforçando que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra ameaças que surgem no mundo virtual.

