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quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Acre

MPAC abre investigação sobre ameaças a liderança indígena em Porto Walter

Publicado em 15/07/2026

Foto: Cedida

Por Redação

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), instaurou uma Notícia de Fato Criminal para investigar ameaças direcionadas a uma liderança indígena e a possível atuação de uma organização criminosa em uma comunidade indígena de Porto Walter.

Como parte das investigações, uma equipe do MPAC esteve na aldeia na terça-feira (14) para ouvir moradores e lideranças, além de reunir informações que irão subsidiar um relatório técnico sobre o caso.

A ação foi coordenada pelo promotor de Justiça Júlio César de Medeiros Silva, coordenador-geral em exercício do Gaeco, com apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que disponibilizou aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) para o transporte da equipe.

Também participou da visita um servidor do Projeto Txai, iniciativa do MPAC voltada à proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas, acompanhando demandas relacionadas à educação, saúde e segurança pública.

Segundo o Ministério Público, os indícios apontam que os crimes investigados fazem parte de um cenário de atuação do crime organizado na região. A suspeita é de que facções criminosas estejam tentando controlar as rotas fluviais utilizadas para o tráfico internacional de drogas, intimidando comunidades indígenas e aliciando pessoas em situação de vulnerabilidade.

Durante a diligência, foram colhidos depoimentos de lideranças indígenas e identificados possíveis envolvidos em crimes como ameaça, furto qualificado, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.

Além da instauração da Notícia de Fato Criminal, o Gaeco determinou novas diligências, incluindo a solicitação de informações à Polícia Civil e o compartilhamento de dados de inteligência sobre a atuação de facções na região. O Ministério Público também atuará em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em ações de fiscalização e pacificação da área.

As informações reunidas irão reforçar a atuação integrada entre o MPAC e os órgãos de segurança pública. O Gaeco segue em contato com a Polícia Civil de Porto Walter para aprofundar as investigações e identificar os responsáveis pelos crimes.

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