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quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Governo decide adiar corte do subsídio da gasolina para a próxima semana

Publicado em 09/07/2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo decidiu adiar desta para a próxima semana o corte do subsídio da gasolina, que reduz R$ 0,44 por litro do combustível. O recuo acontece após os Estados Unidos lançarem novos ataques contra o Irã, e o preço do barril de petróleo tipo Brent voltar a subir batendo a marca de US$ 80 nesta quarta. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro afirmou que o cenário exige cautela para a retirada da subvenção, seja parcial ou total, a depender do mercado. Na semana passada, o governo já havia retirado a subvenção do diesel.

O ministro também confirmou que a mistura de etanol na gasolina vai subir de 30% para 32% nos próximos dias. A medida seria aprovada nesta semana pelo Conselho Nacional de Política Energética, mas a reunião acabou adiada por causa da tensão internacional. Segundo Durigan, o adiamento não afeta a decisão sobre o etanol.

Já o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 16% ainda depende de laudos do Ministério de Minas e Energia para garantir que não haverá danos aos motores.

Dario Durigan também falou que a Medida Provisória para renegociação das dívidas do produtores rurais sai entre o fim desta semana e o começo da próxima. O objetivo é chegar a um meio-termo entre o que o Congresso quer e o limite do orçamento federal.

A renegociação vai custar de dois a três bilhões de reais por ano aos cofres públicos. O benefício será voltado a dois grupos específicos. O primeiro é o de agricultores que tiveram perdas comprovadas de mais de 30% por causa da oscilação de preços no mercado; para eles, o limite será de quatro milhões de reais por CPF. O segundo grupo atende quem teve mais de uma safra afetada por eventos climáticos, como secas e inundações. Nesses casos, o prazo para pagamento será de dez anos, com dois anos de carência e limite de oito milhões por CPF.

As taxas de juros cobradas ao ano serão de 6% para os pequenos produtores, 9% para os médios e 12% para os grandes. Segundo o ministro, essa condição não existe nem para os mais pobres que estão renegociando suas dívidas pelo Desenrola.

Durigan também elogiou os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, por barrarem o avanço das chamadas “pautas-bombas” no Congresso, dentre elas a de renegociação de dívidas dos agricultores, que já foi aprovada pelo Senado no mês passado. Ao total, poderiam causar, se aprovadas, um prejuízo de R$ 111 bilhões por ano ao governo.

CBN

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