Publicado em 09/07/2026
Foto: Sérgio Vale
Por Redação
O secretário de Governo do Acre, Luiz Calixto, rebatou os rumores de que as discussões sobre o orçamento das emendas parlamentares na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 poderiam desencadear um conflito institucional entre o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa (Aleac). Durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (9), Calixto defendeu a postura da gestão estadual e afirmou que os valores atuais praticados representam o teto do equilíbrio fiscal do estado.
O posicionamento do secretário ocorre diante de questionamentos de deputados estaduais sobre a divisão e a obrigatoriedade das emendas, que chegam a até 6,80% da receita tributária. Calixto enfatizou o histórico de responsabilidade fiscal e o cumprimento dos acordos firmados com o parlamento.
De acordo com o secretário, o montante destinado anualmente às emendas impositivas já atinge patamares elevados para a realidade financeira acreana, totalizando cerca de R$ 120 milhões por ano.
Embora tenha demonstrado sensibilidade em relação ao pleito dos deputados por fatias maiores do orçamento — reconhecendo que a pressão e as demandas das bases sobre os parlamentares são elevadas —, o gestor foi categórico ao delimitar a capacidade real de pagamento do Estado. Para ele, a transparência e a adimplência dão ao governo o crédito necessário para construir um consenso sem ruídos institucionais.
Calixto concluiu destacando a relação de cooperação com a Casa Legislativa, apostando que o desfecho da LDO 2027 seguirá o mesmo rito de estabilidade dos anos anteriores.
Histórico favorável: Governo aposta no cumprimento de acordos passados para manter o diálogo aberto;
Articulação: Expectativa é de que a base governista colabore para aprovar as diretrizes sem impasses;
Responsabilidade: Meta do Executivo é assumir apenas compromissos financeiros que possam ser efetivamente honrados.

