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sexta-feira, 17 de abril de 2026
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Exploração madeireira recua 49% no Acre

Publicado em 17/04/2026

A exploração madeireira no estado do Acre apresentou uma queda significativa de 49% entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com o período anterior. Os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), desenvolvido pelo Imazon.

Recuo expressivo é registrado no Acre. Foto: Uêslei Araújo/Sema

De acordo com o levantamento, foram mapeados cerca de 5,3 mil hectares com atividade madeireira no período analisado. Além da redução expressiva, o estudo destaca que toda a exploração registrada ocorreu em áreas autorizadas, o que indica avanço no controle e na regularização da atividade no estado.

Controle e regularidade

O resultado aponta para um cenário de maior fiscalização e cumprimento das normas ambientais, com a exploração concentrada principalmente em imóveis rurais privados devidamente regularizados. A ausência de registros de exploração não autorizada reforça o papel das políticas públicas e dos mecanismos de monitoramento no combate a práticas ilegais.

Comparativo histórico

Dados históricos mostram que a atividade madeireira no estado vinha apresentando oscilações nos últimos anos, com picos e quedas entre 2020 e 2023. No entanto, o período mais recente se destaca pela combinação de redução na área explorada e maior conformidade legal.

Dados importantes

Dados do Projeto de Monitoramento e Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apontam que a taxa registrada no período de agosto de 2024 a julho de 2025 superou em 43% a meta estabelecida para 2025 no Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e de Queimadas do Acre (PPCDQ).

A área de desmatamento projetada pelo Plano era de aproximadamente 572 km ², no entanto, o total registrado ficou em torno de 320 km², indicando uma redução de 252 km²  de área degradada em relação ao limite previsto.

Monitoramento contínuo

O Simex utiliza imagens de satélite e análise técnica para identificar áreas de exploração florestal na Amazônia Legal, contribuindo para a transparência e o acompanhamento da atividade. As informações subsidiam ações de fiscalização e políticas de preservação ambiental.

Fortalecimento do licenciamento ambiental e avanço no controle da exploração madeireira

Para o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, os dados comprovam o fortalecimento do licenciamento ambiental no estado e a consolidação de uma política voltada à promoção da conformidade no setor produtivo.

Secretário estadual do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho. Foto: Diego Gurgel/Secom
Foto: Diego Gurgel/Secom

“Esse resultado consolida o avanço de uma política pública construída com planejamento estratégico e atuação integrada entre os órgãos ambientais. A redução de 49% na exploração madeireira, aliada ao fato de que toda a atividade identificada ocorreu exclusivamente em áreas autorizadas, demonstra que o Acre está avançando de forma concreta na qualificação do licenciamento ambiental e o manejo sustentável, explicou.

Segundo Carvalho, mais do que coibir ilícitos, o Imac está estruturando um ambiente de segurança jurídica para quem produz de forma regular. “Temos investido na orientação técnica, na realização de mutirões para regularização ambiental e na ampliação do acesso ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), garantindo que produtores possam se adequar às exigências legais e acessar políticas públicas’ salientou.

“Reforçando esse compromisso, em 2026 estamos intensificando ainda mais esse trabalho, com o fortalecimento das ações de campo e de inteligência territorial, por meio da Operação Amburana, em apenas sete dias de operação, foram apreendidos 24 metros cúbicos de madeira ilegal, resultado que evidencia a presença ativa e firme do Estado no combate às irregularidades”, concluiu Leonardo.

Fiscalização

O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem, comentou sobre a redução dos índices de exploração madeireira. “A redução da exploração de madeira no Acre demonstra que o fortalecimento da fiscalização contra os ilícitos ambientais, aliado ao avanço dos processos de licenciamento e monitoramento, tem gerado resultados concretos na proteção dos nossos recursos florestais” afirmou.

Presidente do Imac, André Hassem. Foto: José Caminha/Secom

Segundo Hassem, o Imac segue atuando com responsabilidade para garantir que a atividade madeireira ocorra dentro da legalidade, promovendo o uso sustentável das florestas e combatendo práticas ilegais que causam danos ambientais e prejuízos à sociedade. “Nosso compromisso é desenvolver economicamente o estado de forma sustentável”, ressaltou o gestor.

Agência de Notícias do Acre

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