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quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Acre

Órgãos do eixo produtivo alinham ações para enfrentar crise hídrica e fortalecer cadeias agrícolas

Publicado em 16/04/2026

Foto: Neto Lucena/Secom

Os órgãos que compõem o eixo de produção e agricultura do estado se reuniram na manhã desta quinta-feira, 16, para definir as metas dos próximos 100 dias, com o objetivo de alavancar um dos principais setores responsáveis pela geração de emprego, renda e pelo abastecimento do Acre.

A Secretaria de Agricultura (Seagri), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater-AC), a Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) avaliaram os resultados recentes e discutiram estratégias para manter uma atuação coordenada, garantindo que as ações cheguem cada vez mais a quem está na ponta.

O foco central da reunião, conduzida pelo secretário estadual de Planejamento, Ricardo Brandão, foi o debate sobre as cadeias produtivas em ascensão, o fortalecimento da integração entre as pastas e o alinhamento de ações para os próximos meses, considerando inclusive a possibilidade de uma seca severa com a chegada do El Niño.

A previsão de entregas da Seagri para os próximos meses está concentrada no fortalecimento da produção, da bioeconomia e do agronegócio, com investimentos que superam R$ 70 milhões.

As ações priorizam a ampliação das cadeias produtivas agroflorestais e agropecuárias, com foco na geração de emprego e renda, no aumento da produtividade e no desenvolvimento sustentável no campo.

Tecnologia a favor do campo

Durante a reunião, Temyllis Silva, secretária de estado de Agricultura, reforçou a importância de fortalecer o setor produtivo em alinhamento com a preservação ambiental.

“Quando investimos em mecanização, orientação e acompanhamento técnico, contribuímos diretamente para a preservação do meio ambiente e para o cumprimento das metas estabelecidas pelo governo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente. Nosso objetivo é garantir que as políticas públicas sejam efetivas e cheguem com mais força aos produtores rurais e aos municípios.”

Entre as principais iniciativas, destaca-se a distribuição de 600 mil mudas de café e cacau, fruto de um investimento de R$ 3,2 milhões, além da entrega de uma fábrica de chocolate em Cruzeiro do Sul, orçada em R$ 309 mil, fortalecendo o processo de agroindustrialização no estado.

Mecanização

Também ganham relevância as ações de mecanização agrícola e açudagem, que somam cerca de R$ 10 milhões em investimentos. Essas medidas devem beneficiar até 1,8 mil famílias, alcançar 10 mil hectares de áreas produtivas e garantir 10 mil horas de serviços de açudagem, contribuindo diretamente para o enfrentamento da crise hídrica prevista para os próximos meses.

“Estamos nos preparando para uma possível crise hídrica. Desde 2023, trabalhamos na prevenção, com a construção e ampliação de tanques para armazenamento de água. Sem água, o produtor não consegue manter nenhuma cultura. Por isso, vamos fortalecer ainda mais essas ações”, explicou.

Questionado sobre as prioridades para os próximos meses, ela destacou que o foco será intensificar a mecanização agrícola, ampliar a assistência técnica e acelerar a entrega de insumos, especialmente com a aproximação do verão amazônico.

Ele reforçou que o planejamento também inclui medidas para evitar queimadas e desmatamento. “A ideia é ampliar o preparo do solo, garantir assistência técnica e oferecer as condições necessárias para que o produtor possa trabalhar de forma sustentável.”

Fortalecimento da Cageacre

O presidente da Cageacre, Pádua Cunha, destacou que a retomada e o fortalecimento da instituição têm sido fundamentais para acompanhar o crescimento da produção de grãos no estado.

Segundo ele, quando assumiu a gestão, em 2022, a Cageacre dependia integralmente da Secretaria de Agricultura para custeio básico, como combustível e manutenção.

“Hoje, graças ao trabalho do governo e ao apoio da Secretaria de Planejamento, a Cageacre possui orçamento próprio e consegue manter em funcionamento os dez armazéns distribuídos pelo estado”, afirmou.

Pádua explicou que a estrutura atende pequenos, médios e grandes produtores, beneficiando arroz, milho, café e produtos da agricultura familiar.

“Nossos armazéns recebem também a produção destinada às secretarias, como Educação e Povos Indígenas. Trabalhamos para oferecer o melhor dentro dos recursos disponíveis, garantindo suporte ao produtor em todas as etapas.”

Ele ressaltou ainda o impacto direto na geração de emprego e renda. “Estamos fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando o atendimento. No último fim de semana, estive na região de Campina, na divisa com Boca do Acre, recebendo a produção de milho dos agricultores locais. Colocamos o armazém da região à disposição, e nossa equipe está trabalhando para dar suporte a todos.”

Programa de microcrédito

O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater-AC), Rynaldo Lúcio dos Santos, destacou que o Acre deve se tornar o segundo estado do país a implementar o novo programa de microcrédito do Governo Federal voltado para agricultores familiares.

“O governo federal criou um programa de microcrédito específico para atender os agricultores da agricultura familiar, e nós estamos realizando o cadastro junto ao banco responsável para executar essa política pública. Para isso, estamos reunindo toda a documentação necessária e avançando no credenciamento para atender esses produtores”, explicou.

Fortalecimento da Cageacre

O presidente da Cageacre, Pádua Cunha, destacou que a retomada e o fortalecimento da instituição têm sido fundamentais para acompanhar o crescimento da produção de grãos no estado.

Segundo ele, quando assumiu a gestão, em 2022, a Cageacre dependia integralmente da Secretaria de Agricultura para custeio básico, como combustível e manutenção.

“Hoje, graças ao trabalho do governo e ao apoio da Secretaria de Planejamento, a Cageacre possui orçamento próprio e consegue manter em funcionamento os dez armazéns distribuídos pelo estado”, afirmou.

Pádua explicou que a estrutura atende pequenos, médios e grandes produtores, beneficiando arroz, milho, café e produtos da agricultura familiar.

“Nossos armazéns recebem também a produção destinada às secretarias, como Educação e Povos Indígenas. Trabalhamos para oferecer o melhor dentro dos recursos disponíveis, garantindo suporte ao produtor em todas as etapas.”

Ele ressaltou ainda o impacto direto na geração de emprego e renda. “Estamos fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando o atendimento. No último fim de semana, estive na região de Campina, na divisa com Boca do Acre, recebendo a produção de milho dos agricultores locais. Colocamos o armazém da região à disposição, e nossa equipe está trabalhando para dar suporte a todos.”

Programa de microcrédito

O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater-AC), Rynaldo Lúcio dos Santos, destacou que o Acre deve se tornar o segundo estado do país a implementar o novo programa de microcrédito do Governo Federal voltado para agricultores familiares.

“O governo federal criou um programa de microcrédito específico para atender os agricultores da agricultura familiar, e nós estamos realizando o cadastro junto ao banco responsável para executar essa política pública. Para isso, estamos reunindo toda a documentação necessária e avançando no credenciamento para atender esses produtores”, explicou.

Papel estratégico

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), José Francisco Thum, destacou que o crescimento do rebanho e da produção agropecuária no estado tem ocorrido de forma alinhada às ações de preservação ambiental. Ele reforçou que o Idaf exerce um papel estruturante para que todo o setor produtivo avance com segurança sanitária e credibilidade.

“Existe uma percepção comum de que o Idaf atua apenas no controle da aftosa, mas nosso trabalho é muito mais amplo. Estamos presentes em áreas que impactam diretamente o cotidiano da população, como a inspeção de produtos de origem animal, o controle de pragas e doenças e a garantia da qualidade dos alimentos que chegam à mesa das famílias”, afirmou.

Thum ressaltou que os últimos anos foram marcados por avanços significativos no agronegócio acreano. “Houve crescimento em todas as frentes: bovinocultura, suinocultura, avicultura, produção de grãos, armazenamento e assistência técnica. O Acre abriu mercado para exportação de carne e derivados para 12 países, tornou-se autossuficiente em milho, exporta soja e tem um programa de suinocultura em plena expansão.”

Ele destacou que a reunião entre os órgãos do eixo produtivo reforça a necessidade de integração. “Muitas ações chegam ao cidadão de forma isolada. Trabalhar de maneira conjunta é fundamental para que a população conheça os resultados e para que possamos fortalecer ainda mais o setor.”

Sobre as ações previstas para os próximos meses, Thum informou que o Idaf está concluindo reformas e ampliações de escritórios no interior. “Estamos finalizando obras em Rodrigues Alves e Porto Walter, além de modernizar a sede em Rio Branco. Outras unidades também serão reformadas para oferecer melhores condições de atendimento ao produtor e aos servidores.”

Apesar dos investimentos em infraestrutura, ele reforça que a missão central do órgão permanece inalterada. “O Idaf nunca pode perder de vista sua finalidade, que é cuidar do rebanho, proteger a agricultura e atuar no controle de pragas e doenças. Essa é a essência do nosso trabalho e o que garante a segurança da produção no estado.”

Um governo de escuta

A governadora Mailza Assis destaca que o eixo da produção e da agricultura é fundamental para a geração de emprego e renda no estado, e reforça que a orientação é fazer com que os serviços cheguem cada vez mais à ponta.

“Os números mostram como o setor do agronegócio tem crescido nos últimos anos, alinhado à preservação. Isso reflete uma gestão que, desde o início, defende a capacitação e o fornecimento de insumos para fortalecer o ambiente de negócios no campo. A consciência de que precisamos investir na base para alcançar resultados em larga escala é parte da nossa essência e do que nos permite continuar avançando”, afirma a governadora.

Ela acrescenta que as ações dos próximos meses devem priorizar resultados de qualidade e respostas rápidas à população.

“Já avançamos, mas ainda há muito a ser feito. Estamos focados em ampliar o suporte técnico para que os produtores tenham acesso ao crédito rural e conheçam melhor seus benefícios. E qual é o papel do Estado nisso? Oferecer assistência técnica, promover a escuta ativa e integrar todos os atores responsáveis por esse setor”, ressalta.

[Agência de Notícias do Acre]

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