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Alerta epidemiológico: surto de doenças respiratórias lota leitos pediátricos no Acre

Publicado em 01/06/2026

 Foto: Reprodução/EPTV

Por Redação

O avanço acelerado das doenças respiratórias agudas no Acre acendeu o sinal de alerta máximo na rede pública de saúde. Dados oficiais divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) revelam que a ocupação dos leitos de internação infantil está operando no limite de sua capacidade em algumas das principais unidades do estado, forçando o governo a adotar um monitoramento assistencial em tempo real e a estruturar planos de contingência emergenciais.

Conforme o boletim e alerta epidemiológico emitido pela pasta, o cenário mais crítico concentra-se nas Unidades de Terapia Intensiva. A UTI Pediátrica 1 registra uma taxa de ocupação de 91,9%, enquanto a UTI Pediátrica 2 atingiu 89,2%. O reflexo do colapso também atinge os leitos de enfermaria infantil, que já operam com 87,7% de suas vagas tomadas por pacientes.

Alta de notificações supera registros dos últimos dois anos

O atual gargalo hospitalar acompanha uma explosão estatística de infecções respiratórias graves registradas no estado. Entre janeiro e maio de 2026, o Acre contabilizou 1.303 notificações oficiais, um patamar consideravelmente superior aos índices observados no mesmo intervalo de tempo nos anos anteriores.

De acordo com o corpo técnico da Sesacre, o crescimento da demanda hospitalar está diretamente associado à circulação simultânea e agressiva de múltiplos agentes virais na região amazônica:

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Influenza A

Rinovírus e Adenovírus

Metapneumovírus

O documento destaca que as crianças menores de dois anos de idade compõem o grupo de maior risco na atual onda epidemiológica. Nessa faixa etária, o VSR costuma desencadear quadros rápidos de bronquiolite, que evoluem frequentemente para insuficiência respiratória, demandando suporte imediato de oxigênio e internação de urgência. Em crianças maiores, predominam os diagnósticos de pneumonia bacteriana secundária, enquanto idosos aparecem logo em seguida no ranking de complicações graves.

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