Publicado em 06/05/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
O Vereador Samir Bestene (PP), autor do programa “Escola Segura”, recolocou o debate sobre a segurança escolar no centro das atenções em Rio Branco. Diante do cenário de comoção – do ataque a tiros que vitimou duas funcionárias e deixou feridos no Instituto São José, na última terça-feira (5), o projeto volta a ser discutido como uma ferramenta estratégica de prevenção.
A legislação foi concebida para atuar de forma proativa dentro das unidades de ensino. Segundo o parlamentar, o foco do programa é a integração entre as pastas de educação, saúde mental e segurança pública.
“Quando apresentei o projeto, o objetivo era trabalhar a prevenção, estabelecendo parcerias entre a educação e a segurança pública e capacitando os servidores para que saibam identificar possíveis agressores”, afirmou Bestene.
A lei prevê um conjunto de ações voltadas à cultura de paz, incluindo a capacitação de professores, funcionários e alunos para o reconhecimento de comportamentos de risco. A intenção é que, ao identificar sinais de alerta, a escola possa acionar protocolos de proteção de forma ágil e eficaz.
Além da prevenção, o texto legislativo também contempla o atendimento pós-crise. “A lei garante o apoio psicológico às famílias atingidas em casos como esse”, acrescentou o vereador, destacando a necessidade de suporte contínuo em episódios de violência.
Novo projeto prevê “botão de pânico”
Para reforçar a estratégia de proteção às escolas, Samir Bestene destacou que existe uma nova proposta de sua autoria em tramitação na Câmara Municipal de Rio Branco. O projeto prevê a instalação de um “botão de pânico” nas unidades públicas.
A ferramenta teria como finalidade o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco iminente. “A ideia é que o responsável pela unidade possa acionar o sistema rapidamente, garantindo uma resposta mais ágil das autoridades policiais em caso de um ataque”, explicou o parlamentar.
O debate sobre a implementação dessas medidas ganha urgência em um momento em que a sociedade acreana busca respostas e medidas eficazes para garantir a segurança no ambiente escolar.

