Publicado em 27/06/2026
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (esq.), e o senador Flávio Bolsonaro. 27/05/2026 – (X/Reprodução)
Secretário de Estado dos EUA agradeceu a oferta feita pelo senador para colocar um eventual grupo de transição à disposição de Washington
Por Redação VEJA
Uma carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco
Rubio, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revela que o parlamentar
brasileiro se comprometeu a colocar uma eventual “equipe de transição” de
seu governo à disposição de Washington caso seja eleito presidente da
República nas eleições de outubro.
O documento, enviado na última terça-feira 23 e divulgado ontem, foi uma
resposta ao parlamentar brasileiro, que havia mandado uma primeira
correspondência no início deste mês a Rubio, pedindo que os americanos não
tarifassem os brasileiros. No texto, Rubio afirma ter registrado o “otimismo”
de Flávio Bolsonaro em relação ao pleito e agradece a oferta de cooperação
feita para um eventual período de transição de governo.
“Registramos seu otimismo em relação às eleições de outubro e sua generosa
oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso seja eleito.
Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar em cooperação com os líderes
escolhidos pelo povo brasileiro em prol de uma estrutura ampla, justa e
mutuamente benéfica de comércio e investimentos”, escreveu Rubio na carta.
No ofício que Flávio enviou ao secretário norte-americano no dia 2 de junho, o
senador afirma acreditar que vencerá a disputa presidencial e diz que, caso isso
ocorra, pretende mobilizar imediatamente sua equipe de transição para
negociar um amplo acordo bilateral de comércio e investimentos com os
norte-americanos.
“Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil no
mês de outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para
colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que
possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de
comércio e investimentos benéficos para ambas as nossas nações —
construído sobre os princípios dos mercados livres, do respeito mútuo e da
aliança estratégica que nossos povos merecem”.
Equipe de transição só é formada depois de resultado das eleições
Pela legislação brasileira, a equipe de transição é formada apenas após a
definição do resultado das eleições. Para viabilizar os trabalhos da
transição, a lei prevê a abertura de 50 Cargos Especiais de Transição
Governamental (CETG). Esses postos são ocupados por pessoas escolhidas
pelo presidente eleito para auxiliá-lo na preparação do novo governo.
A função desse grupo é receber informações da administração que deixa o
cargo e preparar o início do novo governo durante o período entre a eleição e a
posse.
Nesse período, a equipe tem acesso a informações sobre orçamento,
programas em andamento, contratos, estrutura administrativa e demais dados
necessários para que o presidente eleito possa assumir o cargo em 1º de
janeiro sem interrupções nos serviços públicos.

