Publicado em 27/06/2026
Neymar se concentra no futebol e deixa distrações de lado na Copa. Foto: Werther Santana/Estadão
Recuperado da lesão, camisa 10 vive rotina discreta na concentração e segue o plano traçado pela comissão técnica
Por Marcel Rizzo | Estadão | Esportes
Neymar, Vini e Endrick são o ‘ataque dos sonhos’ na Copa?
Paulo Sérgio avalia possibilidade do trio jogar junto em mais momentos da Copa do Mundo. Crédito: edição: Larissa Kinoshita
MORRISTOWN – Uma das perguntas mais frequentes entre os jornalistas que cobrem a seleção brasileira na Copa é: onde estão os parças de Neymar? Um dos principais feitos de Carlo Ancelotti na competição tem sido integrar o camisa 10 ao grupo como apenas mais um jogador, sem badalação e, por enquanto, sem distrações extracampo.
Recuperado da lesão que o deixou fora dos dois primeiros jogos e de praticamente todo o período de preparação, Neymar jogou pouco mais de 20 minutos na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, no sábado. Foi discreto em campo, teve o nome gritado pelos torcedores antes de estrear em sua quarta Copa do Mundo e, após o jogo, foi até a arquibancada do estádio, em Miami, abraçar os filhos e a mulher.
Quem acompanhou a Copa da Rússia, em 2018, lembra que o grupo que orbita ao redor do craque esteve muito próximo dele durante toda a competição. Na ocasião, a seleção brasileira ficou hospedada em um resort aberto ao público.
Amigos e familiares de Neymar também se hospedaram no local, algo que a atual diretoria da CBF quis evitar ao escolher uma concentração exclusiva. As famílias estiveram no The Ridge, em Basking Ridge, Nova Jersey, apenas uma vez até agora, para um almoço programado antes mesmo da chegada aos Estados Unidos.
Neymar pai também tem mantido uma postura discreta. Ele tem ido aos jogos, mas de forma bem menos presente do que em competições anteriores. Nas redes sociais, todo o entorno do camisa 10 parece mais reservado, inclusive o próprio Neymar. Há publicações comerciais relacionadas à Copa, algo natural, e registros da participação do atacante no que provavelmente será seu último Mundial.
O grupo de jogadores da seleção adora Neymar. Alguns defenderam publicamente sua convocação, mas, nos bastidores, também conversavam com membros da diretoria e da comissão técnica sobre a importância de contar com o atacante entre os 26 convocados, principalmente pela experiência. Ancelotti tem recorrido a esse argumento em praticamente todas as entrevistas.
Dificilmente Neymar será titular nesta Copa. A afirmação de Matheus Cunha como titular no ataque, atuando como “falso nove”, expressão popularizada para definir um jogador que joga de centroavante, mas não é centroavante, reduz o espaço do camisa 10, já que Ancelotti também o enxerga nessa função. Outra possibilidade seria utilizá-lo no lugar de Lucas Paquetá, que também se firmou na equipe.
Ainda não é possível saber o quanto Neymar ajudará a seleção dentro de campo nesta Copa. Fora dele, o atacante tem seguido à risca o combinado com a CBF.

