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Faltam 100 dias para a eleição — como estava a corrida presidencial nesta época em 2022

Publicado em 26/06/2026

Foto: Reprodução

Por Redação Veja

Em exatamente cem dias, a população irá às urnas escolher os próximos deputados estaduais, federais, senadores, governadores e, por último, presidente. A pesquisa mais recente do Datafolha mostrou o atual chefe do Executivo federal, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dez pontos à frente do seu principal concorrente, o senador Flávio Bolsonaro (PL)  na simulação de primeiro turno (41% a 31%), mas em empate técnico no segundo (47% a 43% para o petista).

Em 2022, a essa altura da pré-campanha, a situação de Lula nas pesquisas era bem mais confortável: em uma pesquisa Datafolha de 23 de junho daquele ano, o petista liderava o cenário de primeiro turno por dezenove pontos percentuais de vantagem sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) excluindo quem disse que votaria branco ou nulo, Lula tinha intenção de voto suficiente para se eleger em primeiro turno.

Naquele ano, o governo Bolsonaro enfrentava sucessivas crises. Um dia antes da publicação do levantamento do Datafolha, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro havia sido preso por suspeita de corrupção à frente da pasta. O presidente liderava os pedidos por uma  CPI para investigar Petrobras pela alta dos combustíveis — à época, o preço era associado à cotação do dólar.

O cenário é parecido com o atual, em que o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, foi alvo de uma operação da Polícia Federal na véspera da divulgação da rodada mais recente do Datafolha, que não conseguiu captar inteiramente o efeito do episódio sobre o eleitor.

Assim como em 2026, a eleição passada estava concentrada principalmente em dois candidatos à Presidência antes mesmo do primeiro turno. Lula e Jair Bolsonaro somavam 75% das intenções de voto, deixando pouco espaço para os demais concorrentes que estavam postos naquele momento: Ciro Gomes, então no PDT, André Janones (Avante),  Simone Tebet, então no MDB, Pablo Marçal, então no Pros, Vera Lúcia (PSTU) e Felipe d’Avila (Novo).

Àquela época, Soraya Thronicke ainda não tinha sido anunciada como a candidata do União Brasil, nenem Padre Kelmon pelo PTB.

Um cenário acontece em 2026, com Lula e Flávio Bolsonaro concentrando 72% das intenções de voto. As candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Joaquim Barbosa ou Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) não chegam aos dois dígitos. As candidaturas podem mudar até 15 de agosto, prazo de registro das candidaturas neste ano.

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