Publicado em 27/06/2026
Vini Jr driblou o goleiro e marcou para o Brasil sobre a Escócia
Imagem: Image Photo Agency/Getty Images
Por Paulo Vinicius Coelho (PVC), Danilo Lavieri e Luiza Oliveira | Enviados do UOL, em Nova Jersey (EUA)
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) sabe que não terá resposta sobre o ofício
que enviou à Fifa (Federação Internacional de Futebol) reclamando da atuação do VAR
na anulação de um gol de Vini Jr na vitória contra a Escócia.
A entidade brasileira quis registrar um protesto formal para marcar território e, quem
sabe, influenciar a arbitragem para que esse tipo de decisão, que a seleção entendeu
como equivocada, não se repita.
A ideia é dar uma resposta aos torcedores, adotando uma postura semelhante à dos
clubes brasileiros junto à CBF nas competições nacionais quando há divergência sobre
decisões dos árbitros.
A CBF enviou um protesto por carta ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, assinada
pelo presidente da entidade nacional, Samir Xaud.
O UOL apurou que a Fifa manterá o seu procedimento e não irá responder à
contestação. AArgélia também fez um protesto contra a arbitragem e não teve resposta.
No duelo contra os escoceses, o Brasil vencia por 1 a 0 quando Vini Jr. roubou a bola
do adversário, avançou e balançou as redes.
O árbitro César Ramos não marcou falta, mas foi acionado pelo VAR e, na revisão,
anulou o gol dando falta do atacante brasileiro.
O coordenador da seleção, Rodrigo Caetano, questionou o motivo de a atuação do VAR
ter sido diferente, por exemplo, no jogo da Argentina.
No duelo contra a Argélia, Messi dá um toque por trás no zagueiro. A arbitragem marcou
falta, mas não deu cartão amarelo e tampouco houve intervenção do VAR.
A CBF entende que são lances semelhantes com decisões diferentes.
O Brasil entra em campo novamente contra o Japão, segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), em Houston, pela segunda fase da Copa do Mundo, a primeira eliminatória. Quem vencer avança às oitavas de final.

