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domingo, 28 de junho de 2026
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Parceria entre Sesacre, Fundhacre e Fiocruz fortalece diagnóstico de doenças e amplia cooperação científica no Acre

Publicado em 28/06/2026

Chefe da Divisão de Organização e Apoio Diagnóstico da Sesacre, Nair Ferreira, é a segunda, da esquerda para a direita. Foto: cedida

Fortalecer a capacidade diagnóstica da rede pública de saúde e ampliar o acesso da população acreana a tecnologias de ponta para o diagnóstico de doenças negligenciadas. Com esse propósito, representantes da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) e da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) realizaram uma visita técnica e institucional à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, reforçando uma parceria estratégica voltada à inovação, à pesquisa e ao fortalecimento da assistência em saúde no Acre.

Ao longo da programação, a comitiva reuniu-se com pesquisadores e gestores da Fiocruz para apresentar os avanços da cooperação já estabelecida entre as instituições e discutir novas estratégias voltadas ao fortalecimento da vigilância laboratorial e à ampliação da oferta de exames especializados no estado. Representando a Sesacre, participou da agenda a chefe da Divisão de Organização e Apoio Diagnóstico, Nair Ferreira, enquanto a Fundhacre foi representada pelo chefe do Complexo Laboratorial, Ângelo Gabriel.

Para Nair Ferreira, a aproximação com uma das mais importantes instituições de ciência e tecnologia em saúde da América Latina representa uma oportunidade de consolidar o trabalho desenvolvido no Acre e ampliar a incorporação de novas metodologias diagnósticas.

“Mais do que conhecer experiências exitosas, esta visita fortalece uma parceria construída com base na cooperação técnica e na troca permanente de conhecimento. Tivemos a oportunidade de discutir novas estratégias, conhecer tecnologias já consolidadas e identificar caminhos para ampliar o acesso da população acreana a diagnósticos cada vez mais precisos e oportunos. Esse intercâmbio fortalece nossas equipes e nos dá segurança para avançar na qualificação da assistência prestada à população”, destacou.

Além das reuniões institucionais, a comitiva conheceu a estrutura histórica e científica da Fiocruz, incluindo o centenário Castelo Mourisco, laboratórios de referência, biblioteca e acervos científicos que fazem da instituição um dos principais centros de pesquisa e inovação em saúde pública da América Latina.

Programação envolveu apresentação de projetos, troca de experiências e alinhamento de estratégias voltadas ao fortalecimento da cooperação técnica e da capacidade diagnóstica de doenças negligenciadas no Acre. Foto: cedida

A programação técnica teve sequência no Laboratório de Leishmanioses, onde a equipe foi recebida pela pesquisadora Dra. Eliza, parceira da implantação do diagnóstico molecular por PCR para leishmaniose na Fundhacre, por meio do Laboratório Charles Mérieux. Implantada no Acre em março deste ano, após capacitação promovida pela Fiocruz Rondônia, a tecnologia representa um importante avanço na rapidez e na precisão do diagnóstico, permitindo intervenções mais precoces e maior efetividade no tratamento dos pacientes.

Segundo Ângelo Gabriel, a troca de experiências com pesquisadores da Fiocruz amplia a capacidade técnica da rede laboratorial acreana e fortalece o planejamento para expansão de exames de alta complexidade no estado.

“Conhecer de perto os protocolos utilizados pela Fiocruz e compartilhar experiências com profissionais que são referência nacional amplia nossa visão sobre o futuro da rede laboratorial do Acre. Esse intercâmbio fortalece nossas equipes, aperfeiçoa nossos processos e nos prepara para ampliar a oferta de diagnósticos mais rápidos, seguros e precisos, refletindo diretamente na qualidade da assistência oferecida aos usuários do SUS”, afirmou.

Ângelo Gabriel, representante da Fundhacre, acompanha a visita técnica à Fiocruz. Foto: cedida

Na sequência, a comitiva visitou o Laboratório de Hanseníase, coordenado pela Dra. Roberta Olmo, referência nacional na área. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para fortalecer o diagnóstico da doença, especialmente por meio da investigação dos contatos de pacientes diagnosticados e da utilização integrada de exames tradicionais, como a baciloscopia, com técnicas de biologia molecular. A abordagem amplia as possibilidades de detecção precoce, contribui para interromper a cadeia de transmissão e fortalece as ações de vigilância em saúde.

A agenda foi organizada pelo pesquisador Dr. Paulo Sérgio D’Andrea, responsável por articular uma programação voltada ao intercâmbio de experiências e à construção de novas oportunidades de cooperação científica entre as instituições. A missão técnica reafirmou o potencial do Acre para ampliar a utilização de tecnologias diagnósticas voltadas ao enfrentamento da hanseníase, da leishmaniose e de outras doenças tropicais negligenciadas, consolidando uma parceria que aproxima ciência, inovação e assistência em benefício da saúde da população acreana.

[Agência de Notícias do Acre]

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