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terça-feira, 5 de maio de 2026
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Acre registra 227 crimes sexuais contra crianças e adolescentes em dois anos; dados de 2026 acendem alerta

Publicado em 05/05/2026

Foto: Reprodução

Por Redação

Entre janeiro de 2024 e o final do primeiro trimestre de 2026, o Estado do Acre contabilizou 227 vítimas de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual envolvendo crianças e adolescentes. O dado, extraído do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e compilado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Acre, revela uma mudança preocupante no comportamento criminal: após uma queda registrada de 2024 para 2025, os números de 2026 indicam uma tendência de alta caso o ritmo atual seja mantido.

O relatório detalha um cenário que exige atenção das autoridades. Em 2024, o estado registrou 125 ocorrências, número que caiu para 75 em 2025. Contudo, apenas nos três primeiros meses de 2026, já foram contabilizados 27 casos.

Se a média trimestral atual persistir, a projeção é que o Acre encerre 2026 com cerca de 108 casos — um volume superior ao ano anterior e que se aproxima dos patamares de 2024. A análise mensal reforça a tendência de crescimento neste início de ano:

Janeiro: 7 casos (em 2026) contra 5 (2024) e 3 (2025).

Fevereiro: 11 casos (em 2026) contra 7 nos dois anos anteriores.

Março: 9 casos (em 2026) contra 3 (2024) e 8 (2025).

A análise territorial demonstra que a incidência dos crimes é predominantemente concentrada no interior do estado. Em todo o período analisado, os municípios do interior superaram a capital em número de registros.

No primeiro trimestre de 2026, foram 16 ocorrências no interior contra 11 em Rio Branco. Embora a capital lidere o ranking histórico individual (53 casos em 2024, 31 em 2025 e 11 em 2026), outros municípios chamam a atenção pela variação recente:

Feijó: Apresentou um salto, saindo de 1 caso em 2024 para 6 registros apenas nos primeiros três meses de 2026.

Tarauacá: Que não possuía registros em 2024 e 2025, contabilizou 2 casos no início de 2026.

Cruzeiro do Sul e Sena Madureira: Permanecem entre os municípios com maior volume de casos ao longo do levantamento.

O relatório da Polícia Civil também traça o perfil das vítimas, evidenciando que a maioria é composta por adolescentes. Em 2024, 98 vítimas tinham entre 12 e 17 anos, comparado a 27 na faixa de 0 a 11 anos. A predominância adolescente se manteve em 2025 (68 vítimas) e no primeiro trimestre de 2026 (25 vítimas).

Quanto à identificação étnico-racial, a maioria das vítimas é classificada como parda (49 em 2024, 29 em 2025 e 11 em 2026). No entanto, um dado relevante do relatório é o alto índice de registros em que a informação étnica não foi especificada, totalizando 63 casos em 2024, 34 em 2025 e 12 em 2026.

As informações completas compõem o monitoramento estratégico da Secretaria de Segurança Pública e servem como base para as políticas de combate a crimes contra a dignidade sexual de menores no Acre.

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