Publicado em 22/05/2026
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Por Alessandra Karoline
Em apenas dez dias de vigência, a nova fase do programa Desenrola Fies alcançou a marca de R$ 2,8 bilhões em contratos de financiamento estudantil renegociados. A iniciativa do Ministério da Educação (MEC) visa reduzir os índices de inadimplência, limpar o nome de ex-estudantes nos órgãos de proteção ao crédito e permitir a regularização financeira dos beneficiários.
Até esta quinta-feira (21), 48.587 pessoas já haviam aderido ao programa. Esse volume de negociações garantiu o retorno imediato de R$ 148 milhões aos cofres públicos, montante arrecadado exclusivamente com o pagamento das parcelas de entrada dos acordos firmados. O Desenrola Fies tem potencial para beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos assinados até o ano de 2017.
Os mutuários em atraso têm até o dia 31 de dezembro de 2026 para formalizar os acordos, que oferecem descontos de até 99% do valor consolidado da dívida e possibilidade de parcelamento em até 150 meses.
Tabela de descontos e condições
As regras de transição e os abatimentos foram regulamentados pela Resolução nº 66/2026. Os benefícios são calculados de forma progressiva, variando conforme o tempo de atraso e o perfil socioeconômico do estudante inscrito no Cadastro Único (CadÚnico):
| Perfil do Contrato / Tempo de Atraso | Desconto no Saldo Devedor | Desconto em Juros e Multas | Condição de Pagamento |
| Regular ou em atraso até 90 dias | 12% | — | Apenas para pagamento à vista |
| Atraso superior a 90 dias | 12% | 100% | Quitação do valor em atraso |
| Atraso superior a 360 dias | 77% | 100% | Geral (demais estudantes) |
| Atraso superior a 360 dias (no CadÚnico) | 92% | 100% | Inscritos no Cadastro Único |
| Atraso superior a 5 anos (no CadÚnico) | 99% | 100% | Condição máxima para vulneráveis |
O processo de renegociação é totalmente digital e deve ser realizado diretamente nos canais oficiais do banco onde o contrato foi originalmente firmado.
Até 31 de dezembro
Acessar o canal digital: Abra o aplicativo ou o portal web do banco responsável pelo seu financiamento (Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil).
Sobre o Fies: Criado em 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil financia graduações em instituições privadas bem avaliadas pelo MEC. Para se inscrever no programa regular, o candidato deve comprovar renda familiar de até três salários mínimos por pessoa, ter alcançado média mínima de 450 pontos no Enem (a partir da edição de 2010) e nota acima de zero na redação.

