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sábado, 21 de março de 2026
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Narciso Mendes analisa cenário geopolítico e critica polarização no Brasil: “Essa avacalhação partidária precisa acabar”

Publicado em 21/03/2026

Em entrevista ao programa Boa Noite Rio Branco, o ex-deputado federal e empresário Narciso Mendes discorreu sobre o enfraquecimento das democracias, a influência de Donald Trump e o cenário eleitoral para 2026.

RIO BRANCO – O cenário político global e as nuances das eleições brasileiras foram os temas centrais da entrevista concedida pelo Dr. Narciso Mendes ao jornalista Muniz, no primeiro bloco do programa Boa Noite Rio Branco de sexta-feira, 20. Em uma fala contundente e sem rodeios, Mendes diagnosticou o que chama de “enfraquecimento das democracias” e projetou um futuro incerto para o Brasil diante da persistente polarização entre o lulismo e o bolsonarismo.

O Declínio Democrático e a Geopolítica

Narciso iniciou sua fala citando a atual fragilidade das democracias globais. “E,, para melhor entendê-la, porque elas estão enfraquecendo, basta que se leia o mais famoso dos best-sellers do ano passado, e que continua prevalecendo hoje, um livro denominado Como Morrem As Democracias, escrito por dois dos maiores historiadores do mundo. Então, eu apenas lamento, o Putin, o ditador da Rússia, o Benjamin Netanyahu, o insuflador de guerras, primeiro-ministro de Israel, de repente, dão de cara com alguém com mais disposição de promover guerra do que os próprios dois, que é o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.”

O empresário não poupou críticas ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Mendes, Trump demonstra uma disposição para o conflito que supera figuras como Vladimir Putin e Benjamin Netanyahu.

“A presença de Donald Trump está revertendo tudo. Ele já pretendeu incorporar a Groenlândia, falou em fazer do Canadá o 11º estado e agora fala na Venezuela como o 51º estado americano, o que efetivaria nossa fronteira com os EUA”, alertou.

Críticas à ONU e ao Sistema Prisional

Sobre a Organização das Nações Unidas (ONU), Narciso foi categórico: “A ONU perdeu quase toda a sua autoridade”. Ele criticou o poder de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, afirmando que o modelo atual apenas neutraliza decisões importantes. Mendes também lamentou os gastos militares globais, sugerindo que se 10% do que é gasto em armamento fosse destinado ao combate à fome, o problema seria extinto em poucos anos.

Ao comentar o modelo de segurança pública, Mendes ironizou o exemplo de El Salvador e criticou o sistema brasileiro, que abriga 800 mil presos. “A grande maioria são pretos, pobres e despossuídos de defesa”, pontuou, comparando a situação com a impunidade de criminosos de “colarinho branco”.

Eleições 2026: “Voto de Protesto”

No campo nacional, Narciso classificou o sistema partidário brasileiro como uma “esparrela”. Com mais de 40 legendas, ele defende uma reforma que limite o poder desses partidos, citando o modelo americano de alternância entre duas forças principais.

Para a sucessão presidencial, ele revelou seu descontentamento com os líderes das pesquisas:

  • Polarização: Lamentou que 45% dos eleitores rejeitem tanto Lula quanto Bolsonaro, mas que alternativas como Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior ainda não somem 10% das intenções de voto.

  • Voto Declarado: “No primeiro turno, não voto em nenhum dos dois [Lula ou Bolsonaro]. Achei maravilhoso o discurso de Eduardo Leite e talvez dê meu voto a ele em protesto.”

O Cenário no Acre: A “Vaga de Gladson”

Ao analisar as eleições para o Senado no Acre, Narciso Mendes demonstrou pragmatismo. Para ele, das duas vagas disponíveis, uma já estaria consolidada.

“Só tem uma vaga em disputa. A outra está reservada para o governador Gladson Cameli. Em todas as pesquisas, pagas ou não pagas, ele aparece em uma dianteira inalcançável”, afirmou.

Veja também outras entrevistas:

Veja também uma entrevista no segundo bloco com Jorge Viana o atual presidente da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) ,
Entrevista no terceiro bloco com a chegada do prefeito Bocalom a Rio Branco depois da filiação ao PSDB
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