Publicado em 09/07/2026
A candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente só tem recebido más notícias; virou um inferno.
Quando o seu paizão, Jair Bolsonaro, o indicou candidato a presidente, o que mais se ouvia, de lado a lado — ou mais precisamente, entre os lulistas e bolsonaristas — era o seguinte: a candidatura deste Flávio vai colar?
Como o antilulismo já se fazia presente, ou seja, mais de 40% dos eleitores eram e ainda continuam contrários a um 4º mandato para o presidente Lula, não tardou para que o novel candidato, Flávio Bolsonaro, viesse a atrair este vasto contingente de eleitores.
Em princípio, aparentemente isto veio a acontecer e, para provar que sim, por um longo período os institutos de pesquisas passaram a anunciar sistemáticos empates técnicos entre ambos, Lula e Flávio.
Acontece que nenhuma disputa eleitoral poderá ser comparada a uma corrida de 100 metros, e sim a uma maratona. E, neste tipo de disputa, o seu concorrente, o atual presidente Lula e candidato à reeleição, tem vencido todas.
Não por acaso, se vier a ser reeleito, o presidente Lula será o primeiro, e único, na história do nosso país, a se manter no mandato por longos 16 anos na presidência da nossa República, diferentemente do que havia acontecido com o ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado quando concorria à sua primeira reeleição.
Se os antilulistas, no entorno dos 40%, tivessem se unido em torno de uma única candidatura — no caso, em torno da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas —, teria sido um bom começo. Mas, como não, diversas outras pré-candidaturas começaram a surgir e isso acabou resultando no atual paradoxo: oposição desunida contra um governo unido.
Isto, por si só e em todas as disputas políticas, leva à derrota. E, por falar em derrota, a primeira das batalhas perdidas pelo bolsonarismo foi a não aceitação da candidatura de Tarcísio de Freitas a presidente.
Presentemente, um verdadeiro mar de notícias ruins está inundando a candidatura de Flávio Bolsonaro: sejam as que vêm lá de longe, dos EUA, via Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo; sejam as do escandaloso caso do Banco Master; e a mais recente, uma brigalhada de família, desta feita entre a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o próprio Flávio Bolsonaro.
Se é verdade — e é — que no entorno de 40% dos nossos eleitores não votarão, de jeito nenhum, no candidato Lula, verdade também é que 40%, ou mais, dos nossos eleitores não votariam em Jair Bolsonaro, se candidato fosse, e muito menos no seu filho Flávio.
Daí a pergunta que não quer calar: a nossa próxima eleição presidencial se dará à base das rejeições dos nossos candidatos? No meu entender sim, mas, mesmo assim, o bolsonarismo jamais terá vez.

