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quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Carioca, Tarcísio critica Marina e Tebet por se candidatarem em SP

Publicado em 09/07/2026

Apesar de também não ser paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou hoje as exministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) por se candidatarem ao Senado por São Paulo sem serem do estado.

Tarcísio afirmou que Marina, do Acre, e Tebet, do Mato Grosso do Sul, levaram “cartão vermelho” de seus estados. “Se fossem concorrer por lá, não seriam eleitas”, disse ele. “E, pode ter certeza, não serão aqui também. Porque a gente não vai deixar, a gente vai trabalhar para ter a melhor representação.”

Carreira política delas não começou em São Paulo, criticou o governador, que também não atuava no estado até ser eleito para o cargo. “Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse estado para servir.”

O fato de Tarcísio ser carioca foi explorado pela esquerda em 2022, quando ele era candidato ao governo paulista. Durante a campanha, o agora governador não soube responder em qual colégio ele votava. Na ocasião, seu domicílio eleitoral era em São José dos Campos, no interior. A oposição o chamava de “forasteiro”.

Além de Tarcísio, outros bolsonaristas começaram a criticar Tebet e Marina na pré-campanha. Durante o lançamento da pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado, as ex-ministras foram citadas indiretamente. “Nossos candidatos têm serviço prestado por São Paulo e têm ligação com o estado”, disse o mestre de cerimônias. “De um lado, a gente tem duas mulheres, duas pessoas que vivem no Maranhão, no Acre, não conhecem nada de São Paulo”, afirmou o prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL), se equivocando em relação à origem de Tebet.

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) também já criticou a pré-candidatura de Tebet pelo estado. “Ela tem toda a vida feita no Mato Grosso do Sul. Foi prefeita lá, senadora, assim como o pai [Ramez Tebet]. Já Tarcísio não tinha raízes políticas em nenhum local. Trabalhou em todo o Brasil e serviu até no Haiti. É outra conjuntura”, disse ele, em março.

No final de junho, Marina rebateu as críticas, dizendo que homens de outros estados são “acolhidos com tapete vermelho”. “Essa é a visão misógina [ser chamada de forasteira]. Quando são os homens que vêm pra cá para disputar, eles são acolhidos com o tapete vermelho. Quando é uma mulher, é chamada de forasteira.”

UOL

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