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quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Acre

Cesta básica fica mais cara em Rio Branco e pressiona o orçamento das famílias no início de 2026

Publicado em 09/07/2026

Foto: Reprodução

Por Alessandra Karoline

O custo de vida na capital acreana sofreu um novo revés no último mês. Rio Branco figurou entre as quatro capitais brasileiras que registraram as altas mais expressivas no preço da cesta básica entre maio e junho de 2026. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Enquanto 10 capitais do país — a maioria no Nordeste — experimentaram um alívio nos bolsos, Rio Branco registrou uma alta de 2,20% no valor total do conjunto de alimentos básicos, ficando atrás apenas de Boa Vista (3,28%) e Palmas (3,01%) no ranking de aumentos. No total nacional, a cesta subiu em 17 cidades e caiu em outras 10.

O bolso do consumidor rio-branquense sentiu o impacto de itens indispensáveis na mesa. O arroz foi um dos principais responsáveis pelo encarecimento na capital, registrando um salto de 5,01% nas prateleiras locais — a segunda maior alta do país para o grão, superada apenas por Macapá (5,08%). Embora o fim da colheita nacional tenha aumentado a oferta geral, o dólar alto estimulou as exportações brasileiras, desabastecendo o mercado interno e encarecendo o produto por aqui.

O feijão também não deu trégua. O grão subiu em absolutamente todas as 27 capitais pesquisadas, pressionado pela redução da área de plantio e por problemas climáticos nas safras brasileiras.

A nível nacional, itens como leite integral e carne bovina de primeira também seguiram a tendência de alta na maioria das cidades devido à baixa oferta e ao forte ritmo de exportações.

Apesar do cenário de inflação na capital, a pesquisa da Conab/Dieese trouxe notícias melhores para quem pesquisa preços na hora de abastecer a despensa. Graças ao avanço das colheitas no centro-sul do país, alguns produtos registraram queda em quase todo o território nacional, ajudando a amortecer o impacto total em Rio Branco:

Café em pó e Açúcar: Tiveram recuo de preços em 25 das 27 capitais.

Óleo de soja: Ficou mais barato em 24 cidades, reflexo de uma oferta interna robusta e de uma demanda menor do que o esperado para a produção de biocombustíveis.

Cenário Nacional

No topo do ranking do custo de vida alimentar, São Paulo lidera como a cesta básica mais cara do país, atingindo R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93). Na outra ponta, os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 630,40) e São Luís (R$ 654,73), onde a composição regional da cesta difere das regiões Sul e Sudeste.

A pesquisa agora conta com dados mais abrangentes graças a uma parceria firmada entre a Conab e o Dieese, que expandiu o monitoramento de 17 para 27 capitais brasileiras, fornecendo um raio-x mais fiel da segurança alimentar e do poder de compra nas pontas do país, como é o caso de Rio Branco.

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