Publicado em 17/07/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
Trabalhadores da rede estadual de ensino voltaram às ruas da capital nesta sexta-feira (17) para intensificar as cobranças ao governo estadual. O movimento, concentrado em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e ao Palácio Rio Branco, exige a reposição de 10% na tabela do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) da categoria, além de explicações sobre a aplicação dos recursos públicos na pasta.
A perda salarial apontada pelos manifestantes se arrasta desde abril de 2022, quando o percentual foi retirado da estrutura de carreira da categoria. Sob a liderança do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre (Sinteac), os servidores criticam o uso repetido de justificativas fiscais para barrar o reajuste.
Segundo a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, o funcionalismo público da educação acumula prejuízos severos nos últimos cinco anos. A dirigente alega que o argumento governamental baseado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem sido aplicado de forma seletiva pela gestão estadual comandada por Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis.
“São quase quatro anos que destruíram a estrutura da nossa tabela. Estamos tendo prejuízos de até R$ 2.500 mensais”, afirmou a presidente do Sinteac.
De acordo com o sindicato, enquanto a Educação enfrenta congelamento sob a justificativa de limites orçamentários, outras secretarias e poderes conseguiram a aprovação de planos de carreira recentes.
Durante o ato público, a liderança sindical subiu o tom e associou a falta de repasses às recentes investigações policiais na Secretaria de Estado de Educação (SEE). Nascimento relembrou os desdobramentos da Operação Talha Real, que apura o suposto desvio de verbas federais destinadas ao setor, oriundas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Os trabalhadores argumentam que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previa a devolução do percentual retirado do PCCR condicionada à disponibilidade de caixa. Para o sindicato, a receita existe, mas o dinheiro não chega à ponta do sistema devido às irregularidades sob investigação.
| Principais Reivindicações da Categoria | Impacto Esperado |
| Retorno dos 10% no PCCR | Correção de defasagem salarial de até R$ 2.500/mês |
| Cumprimento das metas da LDO | Devolução automática de valores em caso de superávit |
| Transparência no Fundeb | Destinação correta de verbas para valorização profissional |
| Investimento na infraestrutura | Melhoria de condições físicas, com foco em escolas rurais |
Até o fechamento desta reportagem, o Palácio Rio Branco e a Secretaria de Estado de Educação não haviam emitido um posicionamento oficial sobre as declarações do sindicato ou sobre novas propostas de negociação com os servidores da Educação.
Fonte: Dell Pinheiro

