Publicado em 17/06/2026
Foto: Reprodução
Por Redação
A concessionária de transporte público Ricco Transportes e Turismo Ltda notificou oficialmente a Prefeitura de Rio Branco e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) sobre a realização de um protesto pacífico a partir desta quinta-feira, 18 de junho. A mobilização, que ocorrerá em frente à sede do Executivo municipal, marca o acirramento de uma disputa financeira milionária entre a empresa e a gestão pública.
O ofício foi encaminhado ao prefeito Alysson Bestene e ao superintendente da RBTrans, Marcos Roberto da Silva Coutinho. No documento, a empresa alega sofrer com um “grave desequilíbrio econômico-financeiro do contrato” e aponta o acúmulo de repasses atrasados por parte da municipalidade.
A Ricco Transportes afirma que o montante devido pela Prefeitura de Rio Branco atinge atualmente a cifra de R$ 29.797.984,30. Segundo a empresa, os valores já foram pleiteados em notificações anteriores e o ato público só será encerrado quando os pagamentos forem efetuados.
As principais diretrizes comunicadas pela empresa para o ato incluem:
Duração: O protesto está programado para iniciar na quinta-feira (18), estendendo-se por tempo indeterminado ao longo dos dias subsequentes.
Impacto urbano: É prevista a concentração de funcionários, usuários e veículos da frota nas proximidades da Prefeitura, o que deve afetar o fluxo de trânsito na região central da capital.
Segurança: A concessionária solicitou formalmente o apoio dos agentes da RBTrans para monitorar o tráfego e garantir a segurança de pedestres e manifestantes.
O anúncio da paralisação e do protesto é o capítulo mais recente de uma crise que se arrasta há meses. A Ricco Transportes vem alegando reiteradas dificuldades financeiras para manter a regularidade na operação dos ônibus coletivos na capital acreana, pressionando o município por uma recomposição tarifária ou subsídios contratuais.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Rio Branco e a RBTrans não haviam se pronunciado oficialmente sobre a cobrança de R$ 29,7 milhões ou sobre o plano de contingência para o trânsito e o transporte coletivo durante o protesto. O espaço segue aberto para o posicionamento do Palácio Azul.

