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“O X da Questão” de domingo, 14: cuidado e dignidade às diretrizes da assistência social no Acre, segundo João Paulo Silva

Publicado em 15/06/2026

Foto: José Alex e João Paulo Silva

Em entrevista exclusiva ao programa “O X da Questão”, de domingo (14), o novo Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), João Paulo Silva, detalhou planos de gestão humanizada focada na segurança alimentar, proteção a minorias e no resgate de direitos históricos, herdados da gestão Mailza Assis.

Foto: reprodução

EDITORIAL: CUIDAR DAS PESSOAS É A MAIS NOBRE DAS MISSÕES

Por: José Aleksandro

Uma sociedade não deve ser medida apenas pelo tamanho de sua economia, pela magnitude de suas obras públicas ou por seus índices financeiros. O verdadeiro termômetro do desenvolvimento de uma civilização reside na forma como ela trata aqueles que mais precisam: na proteção aos seus idosos, no acolhimento às suas crianças, no amparo às suas mulheres e no respeito irrestrito à dignidade humana.

Diariamente, milhares de famílias enfrentam realidades invisíveis aos grandes discursos políticos. São mães solo, idosos em situação de abandono, pessoas com deficiência lutando por inclusão e mulheres enfrentando a violência doméstica. É nesse cenário que a presença do Estado deixa de ser uma escolha e se torna fundamental. A assistência social não é caridade; é um direito garantido pela Constituição Federal, a mão estendida que oferece acolhimento, proteção e oportunidade. Governar exige sensibilidade e amor ao próximo. Obras constroem cidades, mas o cuidado com as pessoas constrói uma civilização.

 Sob a premissa de que a política pública de assistência social deve transcender barreiras ideológicas e partidárias, o vereador licenciado e atual Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), João Paulo Silva, participou do programa O X da Questão, da TV Rio Branco canal 8.1 (afiliada à TV Cultura) e e Rádio Cidade FM 107.1. Em um diálogo aprofundado com o jornalista José Aleksandro, o gestor, que é psicólogo de formação, apresentou o balanço de suas primeiras semanas à frente da pasta e as metas prioritárias estabelecidas para o estado do Acre.

João Paulo assumiu o cargo com a missão de suceder a atual governadora e ex-secretária da pasta, Mailza Assis, cuja gestão foi marcada pela reestruturação técnica dos conselhos de direitos e pelo desenvolvimento de programas de grande impacto territorial.

“Eu trago a psicologia para as minhas ações e conduções do dia a dia. Acho que foi um casamento perfeito. Enquanto tenho uma equipe técnica administrativa trabalhando, eu, enquanto secretário, tenho que estar próximo das pessoas”, pontuou o secretário.

Foto: reprodução

Segurança Alimentar e o Combate à Pobreza Extrema

Diante dos desafios geográficos e dos índices históricos de vulnerabilidade no Acre, agravados por enchentes recorrentes, o secretário destacou que a prioridade número um delegada pela governadora Mailza é a consolidação do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). O plano consiste na implantação de cozinhas e hortas comunitárias em parceria com as prefeituras.

De acordo com o secretário, a SEASDH realizou com sucesso a pactuação com os quatro municípios de mais difícil acesso do estado, Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, para repasse de recursos e início das obras. “Comida é dignidade humana. “Ser humano nenhum merece passar fome em lugar nenhum”, enfatizou. Além disso, por meio de emendas parlamentares de Mailza Assis, da época em que atuava como senadora, foram adquiridos barcos, motores e motocicletas para reforçar o atendimento social nas áreas isoladas e ribeirinhas.

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Proteção à Infância e o Combate à Violência

Um dos maiores marcos recentes destacados na entrevista foi a entrega do Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (CAICA), localizado no centro de Rio Branco, em frente ao Gabinete Civil. O espaço funciona onde ficava o antigo gabinete da própria governadora, que cedeu a estrutura para a criação de um polo integrado de proteção.

O CAICA reúne equipes de saúde, assistência social, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e Polícia Civil para o atendimento a menores vítimas de violência física, psicológica ou sexual. O objetivo é evitar a chamada “revitimização”, onde a criança precisa repetir o relato de seu trauma em múltiplos órgãos. O centro teve sua primeira grande atuação no suporte psicológico aos estudantes do Instituto São José após uma recente catástrofe local, e o planejamento prevê que o local passe a funcionar 24 horas por dia.

Foto: reprodução

Combate à Violência Doméstica e Empoderamento Feminino

Tratando do enfrentamento aos índices de violência contra a mulher no estado, João Paulo explicou as frentes do programa federal “Mulheres Mil”, executado em parceria com o Instituto Federal do Acre (IFAC). A iniciativa oferece cursos de capacitação econômica e bolsas de auxílio para que mulheres, inclusive da zona rural, conquistem autonomia financeira de seus agressores.

O gestor fez questão de lembrar a existência da Casa do Caminho da Mata, unidade estadual voltada ao acolhimento sigiloso de mulheres sob graves ameaças de morte.

“Não se cale. Não ache que o desrespeito é normal; ele já é uma violência que você vive. O Estado tem políticas públicas e serviços de assistência social e direitos humanos prontos para acolher”, alertou.

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Inversão da Pirâmide Etária e Reparação Histórica

Com projeções demográficas indicando que o Brasil e o Acre terão mais idosos do que jovens a partir de 2035, o secretário reforçou a necessidade de preparar o sistema de proteção social. Entre as ações imediatas, mencionou o monitoramento da reforma do Lar dos Vicentinos, em Rio Branco — viabilizada por termos de fomento estaduais —, e a articulação para uma nova casa de acolhimento regionalizada no município de Tarauacá. Na área da pessoa com deficiência, anunciou a entrega iminente de mais de 200 cadeiras de rodas personalizadas e adaptadas às necessidades cervicais de cada usuário.

Outro ponto de forte impacto social será o início da entrega de certificados de reconhecimento de falha do Estado à população hanseniana que foi segregada compulsoriamente nas antigas colônias acreanas, como a Souza Araújo. Amparada por uma lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa, a medida possui valor simbólico e prático, servindo como documento de reparação para que os remanescentes acessem direitos como a aposentadoria vitalícia.

Foto: reprodução

Desmistificação dos Direitos Humanos

Ao fim da entrevista, o secretário fez um apelo para que a população compreenda o real significado dos Direitos Humanos, frequentemente distorcidos por debates ideológicos. Como exemplo, citou a atuação imediata de suas equipes no município de Sena Madureira após o desabamento da ponte local, prestando assistência direta e realizando cadastros sociais para as famílias atingidas ao lado da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

“Direitos humanos pertencem às pessoas. São os direitos fundamentais à vida, à liberdade e à dignidade. É assegurar o direito do idoso, da criança, da pessoa com deficiência, do trabalhador e de qualquer cidadão, em qualquer fase da vida”, concluiu João Paulo Silva.

No final do programa foram destacadas as ações da Santa Casa na comunidade:

O projeto Santa Casa na Comunidade é uma iniciativa solidária de saúde que promove ações itinerantes em parceria com diversas instituições (como escolas, igrejas e associações de moradores) para levar atendimento médico especializado diretamente aos bairros e municípios do Acre.

O impacto e o funcionamento do projeto, conforme apresentado no programa O X da Questão, destacam o seguinte ponto:

Atendimentos Oferecidos

As ações são descritas pelos organizadores e parceiros como verdadeiras celebrações de bem-estar. O projeto mobiliza equipes de profissionais para oferecer consultas e exames de forma gratuita. Entre os serviços disponibilizados nas comunidades estão:

  • Triagem
  • Pediatria
  • Oftalmologia
  • Ginecologia
  • Laboratório
  • Nutricionista
  • Teste Rápido
  • Eletrocardiograma
  • Ginecologia
  • Pediátrico
  • Clinico Geral
  • Gastrenterologia
  • Endoscopia

VEJA ABAIXO A ÍNTEGRA DO EDITORIAL:

EDITORIAL — CUIDAR DAS PESSOAS É A MAIS NOBRE DAS MISSÕES

Hoje vamos falar de algo que muitas vezes não aparece nas manchetes.

Não aparece nos grandes debates políticos. Não aparece nos discursos mais inflamados.

Mas está presente todos os dias na vida de milhares de famílias.

Vamos falar de Assistência Social, dos Direitos Humanos e da proteção às mulheres, aos idosos, as crianças, aos deficientes aos excluídos.

Uma sociedade não é medida apenas pelo tamanho de sua economia.

Não é medida apenas pelas suas obras.

Não é medida apenas pelos seus índices financeiros.

Uma sociedade é medida pela forma como trata aqueles que mais precisam.

Pela forma como protege seus idosos. Pela forma como acolhe suas crianças. Pela forma como ampara suas mulheres.

Pela forma como respeita a dignidade humana.

Todos os dias existem famílias enfrentando dificuldades.

Mães criando seus filhos sozinhas. Idosos abandonados.

Pessoas com deficiência lutando por inclusão.

Jovens vulneráveis tentando encontrar um caminho longe da violência.

Mulheres que enfrentam agressões físicas, psicológicas e emocionais.

Pessoas que muitas vezes perderam a esperança.

E é exatamente nesse momento que a presença do Estado se torna fundamental.

A Assistência Social não é caridade.

A Assistência Social é um direito garantido pela Constituição Federal.

Ela representa a mão estendida da sociedade para aqueles que mais necessitam de apoio.

Ela representa acolhimento. Representa proteção.

Representa oportunidade.

Quando falamos das mulheres, falamos de uma luta que ainda não terminou.

Apesar dos avanços conquistados ao longo das décadas, milhares de mulheres brasileiras continuam enfrentando violência doméstica, discriminação e desigualdade.

Proteger a mulher, não é uma bandeira política. É uma obrigação moral.

É um dever humano.

É uma responsabilidade de toda a sociedade.

E quando falamos de Direitos Humanos, muitas vezes surgem interpretações equivocadas.

Direitos Humanos não pertencem a um partido. Não pertencem a uma ideologia.

Não pertencem a um governo.

Direitos Humanos pertencem às pessoas.

São os direitos fundamentais à vida, à liberdade, ao respeito, à dignidade e à proteção.

São direitos que alcançam a criança, o idoso, a mulher, a pessoa com deficiência, o trabalhador, o cidadão simples e qualquer ser humano.

Em um estado como o Acre, marcado por grandes distâncias geográficas e desafios sociais históricos, a atuação da Assistência Social e dos Direitos Humanos possui um papel ainda mais importante.

Porque muitas vezes o primeiro atendimento que chega a uma família em situação de vulnerabilidade não é uma obra.

É uma equipe social.

É um servidor público.

É uma política pública que leva acolhimento e esperança. Governar é administrar recursos.

Mas governar também é cuidar de pessoas.

E cuidar de pessoas exige sensibilidade. Exige compromisso. Exige amor ao próximo.

Uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não é aquela que cuida apenas dos mais fortes. É aquela que não abandona os mais vulneráveis.

Porque obras constroem cidades. Mas o cuidado com as pessoas constrói uma civilização.

“E quando uma mulher é protegida, uma criança é acolhida, um idoso é respeitado e um cidadão recupera sua dignidade, toda a sociedade se torna melhor.”

Sejam muito bem-vindos ao Programa o X da Questão. Hoje vamos falar sobre solidariedade, cidadania, proteção social e o compromisso de construir um Acre mais humano para todos.

Eu sou, José Aleksandro da Silva – Jornalista – CRP 0526/AC e Apresentador do Programa O X da Questão

Para assistir à íntegra da entrevista e acompanhar as ações sociais detalhadas pelo secretário, acesse o vídeo completo no canal oficial do programa O X da Questão no YouTube: 

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