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quinta-feira, 28 de maio de 2026
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Política

Primeira Emenda deve frear governos como o de Trump, afirma Barack Obama

Publicado em 20/09/2025

O ex-presidente americano Barack Obama modera uma conversa com Manu Meel, co-fundador e CEO da BridgeUSA, durante o Fórum da Democracia em 2024, em Chicago, nos Estados Unidos – Scott Olson/Getty Images via AFP

  • Político se manifestou dias após suspensão de Jimmy Kimmel
  • Jimmy Kimmel Live! foi paralisado após fala sobre Charlie Kirk

São Paulo
Barack Obama se manifestou contra as medidas que o governo de Donald Trump vem adotando contra a mídia, dois dias depois da suspensão do programa de Jimmy Kimmel. Em uma sequência de stories feita em seu perfil do Instagram, o ex-presidente americano disse que a atual administração é do tipo “contra a qual a Primeira Emenda foi estabelecida”.

“Depois de anos de reclamações sobre a cultura do cancelamento, a administração atual levou a situação para um novo e perigoso nível ao ameaçar rotineiramente tomar ações regulatórias contra companhias de mídia a não ser que elas calem ou demitam repórteres e comentaristas dos quais não gostam”, disse Obama.

“As companhias de mídia precisam passar a se impor contra isso, ao invés de se render à situação”, acrescentou ele.

O Jimmy Kimmel Live!, que ia ao ar pela ABC, foi suspenso indefinidamente nesta quarta-feira (17) após Kimmel comentar a morte de Charlie Kirk, influenciador pró-Trump que foi alvejado na semana passada.

Kimmel disse em seu programa que “a turma do Maga [movimento Make America Great Again] está desesperada para caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um deles e fazendo de tudo para tirar proveito político disso”.

“Entre uma acusação e outra, também houve luto”, acrescentou. Exibido desde 2003, o seu programa é o segundo talk show há mais tempo no ar com um mesmo apresentador na história da televisão americana.

O anúncio da suspensão foi feita pela empresa Nexstar, que detém afiliadas da ABC, que tem buscado a aprovação da Comissão Federal de Comunicações para uma grande fusão em andamento, que ampliaria o seu alcance televisivo para 90% dos domicílios americanos.

O motivo do imbróglio anterior era uma acusação de que a empresa teria transmitido uma entrevista, durante as eleições presidenciais, que favorecia a sua então adversária democrata Kamala Harris.

*Com informações da Folha de São Paulo

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