Publicado em 16/07/2026
Foto: Assessoria
Por Alessandra Karoline
Com o objetivo de fortalecer a assistência farmacêutica e garantir o tratamento seguro e humanizado de famílias atípicas, a Prefeitura de Rio Branco regulamentou a dispensação gratuita do medicamento risperidona na rede pública municipal. A medida atende especificamente pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
A risperidona agora integra oficialmente a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume). Para outras condições de saúde que também utilizem o remédio, o fornecimento continuará sendo feito pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), sob responsabilidade do governo do Estado e do Ministério da Saúde.

Para garantir o uso seguro e o controle rigoroso da substância, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) estabeleceu um protocolo específico de entrega. O medicamento está disponível em todas as Unidades de Referência de Atenção Primária à Saúde (URAPs) de Rio Branco e no Centro de Referência Barral y Barral.
Para realizar a retirada, o paciente ou responsável deve apresentar os seguintes documentos na farmácia da unidade de saúde:
Receita médica de controle especial (emitida em duas vias);
Laudo médico que comprove o diagnóstico de TEA ou TDAH;
Validação de toda a documentação feita pelo farmacêutico responsável de plantão.
Orientação profissional: No ato da entrega, as equipes de farmácia das URAPs realizam o acolhimento e orientam as famílias sobre a dosagem correta, o armazenamento ideal do medicamento e os possíveis efeitos adversos, promovendo o uso racional do remédio.
De acordo com Mara Cristina, chefe do Departamento de Assistência Farmacêutica da Semsa, a regulamentação do fluxo atende a um pedido histórico da comunidade local. “Atendendo à necessidade das famílias, regulamentamos a dispensação na rede municipal (…) garantindo mais acesso e segurança aos pacientes que necessitam desse tratamento”, explicou a gestora.

Para os pais de crianças atípicas que dependem do fármaco diariamente, a novidade traz estabilidade financeira e facilidade logística. É o caso de Sara Souza, mãe de um menino que utiliza a risperidona há anos.
“Meu filho faz uso da risperidona desde os dois anos de idade. Receber esse medicamento gratuitamente pelo SUS representa um grande benefício para nossa família. Além de reduzir um custo elevado, poder retirá-lo na URAP mais próxima de casa facilita nossa rotina e garante a continuidade do tratamento”, relatou Sara.
A iniciativa consolida as ações da prefeitura voltadas à saúde mental e ao bem-estar das pessoas com TEA e TDAH na capital acreana, ampliando a cobertura de atendimento de forma descentralizada.

