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terça-feira, 14 de julho de 2026
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Péssimo exemplo

Publicado em 14/07/2026

O PSD, também chamado de partido do Kassab, vem a ser a síntese do nosso amolecado sistema partidário.

Nos meses que antecederam o prazo final para a filiação dos nossos potenciais candidatos nas nossas próximas eleições, o PSD havia conseguido filiar figuras expressivas do nosso mundo político e dos mais diversos partidos políticos, a identificar: os governadores dos estados de Pernambuco e do Rio Grande do Sul, Raquel Lyra e Eduardo Leite; e, por não conseguir viabilizar sua candidatura pelo seu próprio partido, o União Brasil, o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também se filiou ao PSD.

Como seria esperado, o partido do Kassab indicou três candidatos à Presidência da República: no caso, Ratinho Junior, governador do Paraná; Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Em tempo: se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não tivesse sido preterido pelo bolsonarismo — embora o referido governante não pertencesse ao PSD, e sim ao Partido Republicanos —, o próprio Gilberto Kassab iria apoiá-lo, pois o seu partido não apresentaria candidato à Presidência.

Como o PSD do Kassab deixou as coisas correrem frouxas, como se diz na gíria, os pré-candidatos Ratinho Junior e Eduardo Leite desistiram de entrar na disputa presidencial, restando apenas a candidatura do teimoso Ronaldo Caiado. Em sendo assim, como assim restou, o resultado não poderia ser outro a não ser seus minguados 3% de aceitação eleitoral. O mesmo vem acontecendo com a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Daí a pergunta que não quer calar: se a pré-candidatura de Ronaldo Caiado já foi superada pela candidatura de Renan Santos, do “novinho em folha” partido Missão, por que sua manutenção, se sequer ele tem liberdade de criticar a candidatura de Flávio Bolsonaro? Isto porque, dos lulistas, ele jamais atrairá um único voto.

Não há mais tempo para o surgimento de nenhuma novidade eleitoral em relação às nossas próximas eleições presidenciais. Neste articular, como os times já estão em campo e, não raramente, trocando caneladas, serão feitas as vontades dos nossos dois candidatos a heróis: Jair Bolsonaro, que impôs a candidatura do seu filho, e a do presidente Lula.

Como as chances de eleição de Flávio Bolsonaro são as mínimas possíveis, próximas de zero, o presidente Lula jamais poderia escolher adversário melhor. Falta apenas a definição do placar. Ao aliar a sua candidatura à do presidente dos EUA, Donald Trump, Flávio Bolsonaro não se deu conta de que, no mundo inteiro, no Brasil e nos próprios EUA, Donald Trump é tido e considerado um péssimo cabo eleitoral.

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