Publicado em 16/07/2026
As eleições de meio de mandato podem transformar o presidente dos EUA, Donald Trump, num pato manco.
Nos EUA, o tempo dos mandatos executivos, a exemplo do que acontece com seus governadores e o presidente da República, é de quatro anos, com direito às suas reeleições. Isto prevalece em quase todos os seus estados, embora no meio dos seus mandatos aconteçam eleições que podem mudar o panorama entre os democratas e os republicanos.
Quando se elegeu para exercer o seu 2º mandato presidencial, utilizando uma linguagem bastante nossa, o presidente Donald Trump fez barba, cabelo e bigode, ou seja, foi majoritário no voto popular, na Câmara dos Deputados e no Senado.
Sendo ele um sujeito reconhecidamente truculento e já tendo exercido um mandato de presidente, o que se temia acabou acontecendo: no caso, todo tipo de ameaças, inclusive contra os países com os quais os EUA mantinham centenárias alianças, a exemplo do Brasil.
No seu mais afrontoso tarifaço, como ele não poupou sequer os seus vizinhos, o México e o Canadá, não seria o Brasil que seria poupado. Demais a mais, dada a presença do seu secretário de Estado, Marco Rubio, sendo este prontamente informado pela dupla Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, em princípio o referido tarifaço nos atingiu de forma profunda. Se não fosse a habilidade da nossa diplomacia e do próprio presidente Lula, o relacionamento EUA/Brasil estaria no seu pior nível.
Como este ano, tanto no Brasil quanto nos EUA, haverá eleições — lá as de meio de mandato e cá em final de mandato —, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem buscado o apoio do presidente Donald Trump, como se este não fosse rejeitado no mundo inteiro e no Brasil.
Caso venha a ser derrotado nas tais eleições de meio de mandato, o presidente Donald Trump irá governar os EUA na incômoda condição de “pato manco”, ou como se diz na sua própria língua, na condição de “lame duck”, ou seja, poderá perder a maioria que ainda detém nas suas duas principais Casas legislativas.
Volta e meia, o candidato Flávio Bolsonaro realça a sua amizade com o próprio presidente Donald Trump e, em particular, com a turma que o cerca, decerto sem se dar conta de que isto só vem a favorecer a candidatura do presidente Lula. Afinal de contas, com os seus tarifaços e outras ações contra o nosso país, o candidato Flávio Bolsonaro só tem a perder com essa associação.
Como a dupla Lula/Bolsonaro será a base da nossa próxima disputa presidencial, o vencedor será o próprio presidente Lula, que perseguirá um 4º mandato, ou o filhote do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro — porém, com ampla vantagem para o maior vencedor das nossas disputas presidenciais, no caso, o próprio presidente Lula.

