Publicado em 18/05/2026
Foto: Marcos Vicentti/Secom
Por Redação
Os usuários do transporte rodoviário intermunicipal no Acre iniciaram a semana com um peso maior no bolso. Entrou em vigor nesta segunda-feira (18) o reajuste de 15% nas tarifas de passagens cobradas pelas empresas que operam as linhas entre os municípios do estado.
O aumento nas passagens já está sendo praticado diretamente nos guichês dos terminais rodoviários e pontos de venda autorizados.
O reajuste foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Acre (AGEAC), após aprovação do Conselho Superior da autarquia. Embora a resolução tenha sido publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no último dia 8 de maio, o repasse integral ao consumidor foi programado para esta segunda-feira.
De acordo com a AGEAC, a revisão nos valores foi indispensável para equilibrar a planilha de custos das empresas concessionárias. A agência apontou três fatores principais para a decisão:
Combustíveis: A alta acumulada no preço do óleo diesel;
Manutenção: O encarecimento de peças e insumos para as frotas;
Logística regional: As severas condições das rodovias acreanas.
Um dos agravantes mais pesados na composição do novo preço é a situação da malha rodoviária local, com destaque para a BR-364. A rodovia, que é a principal artéria de ligação entre os municípios do interior e a capital, enfrenta grave deterioração em múltiplos trechos.
O cenário se intensificou durante o último “inverno amazônico” — o período de fortes chuvas na região —, elevando o tempo de viagem, o desgaste mecânico dos ônibus e o consumo de combustível.
Empresas já aplicam novos valores
Em nota oficial direcionada aos passageiros, a concessionária Trans Acreana, uma das principais operadoras do sistema no estado, confirmou o cumprimento do decreto regulatório e informou que os bilhetes emitidos a partir de hoje já contam com a incidência dos 15% de acréscimo.
A AGEAC ressaltou que continuará monitorando o cenário econômico do setor e que os valores vigentes poderão passar por novas auditorias e revisões futuras, a depender da variação dos custos operacionais de mercado.


