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terça-feira, 12 de maio de 2026
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Não me surpreendi

Publicado em 12/05/2026

Em tempos de denuncismos compusórios torna-se difícil identificar quem, de fato, é réu.

Nada é mais importante para que possamos determinar, quem é quem, entre aqueles que agem movidos por subalternos interesses. Pior ainda, quando os interesses políticos e partidários estão presentes.

A provar, basta nos espelharmos no denuncismo compulsório que está sendo exaustivamente explorado pelos radicais da nossa polarização política. O “somos honestos” e os “meus adversários é que são desonestos” virou o mantra em todos os nossos debates políticos.

Se mantra é uma expressão de origem sânscrita e significa um dos instrumentos de proteção da mente e do pensamento, jamais o denuncismo compulsório deveria prevalecer, menos ainda, a ponto de ter chegado a tão elevadíssimo nível, isto porque, como acontece em todas as lutas do tipo “dente por dente e olho por olho”, quase sempre, de lado a lado, restam os cegos e banguelas.

No nosso país, infelizmente, para se livrar da pecha de desonesto, àqueles que não admitem tão indigesto tratamento estão se negando a participar da nossa representação política, particularmente, nos seus mais altos postos de comandos.

Denúncias sérias e responsáveis, portanto precedentes, são sempre bem-vindas, isto porque, são através delas que os nossos maiores escândalos tornaram-se públicos e possibilitaram as condenações dos seus efetivos réus, em particular, dos chefões das nossas chamadas organizações criminosas.

Daí a pergunta que não pode calar: Por que tanta espera pela delação premiada do ladravaz Daniel Vascaro se foi ele próprio quem arquitetou e comandou o maior escândalo financeiro de nossa história?

Lamentavelmente, a politicagem e/ou a politiquice, jamais a verdadeira e boa política, vêem interferindo nas nossas decisões judiciais ea ponto de fragilizar até mesmo as decisões originárias do nosso STF-Supremo Tribunal Federal e esquecendo o que preceituou o imortal Rui Barbaso: “o STF tem o direito de acertar e de errar último”.

Em relação à condenação do ex-governador Gladson Cameli, por mais respeito que tenho a nossa justiça, sobretudo as decisões derivadas dos seus superiores escalões, não apenas em nome da direito defesa, sim e também, pelos interesses politiqueiros que estão emergindo, urge que este caso, o do Banco Master e tantos outros que estão contaminando o nosso ambiente político cheguem ao fim.

Por último: em relação a condenação do ex-governador Gladson Cameli, pode ser produto do nosso maldito denuncismo, mas o envolvimento do seu Eládio Cameli, simplesmente discordo.

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