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quinta-feira, 14 de maio de 2026
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MPAC defende avanços em políticas de gênero durante reunião nacional em Brasília

Publicado em 14/05/2026

Fotos: Chico Araújo e Humbeto Filho/CNPG

Por Redação

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) marcou presença em um debate decisivo para o fortalecimento do combate à violência de gênero no Brasil. A promotora de Justiça Dulce Helena Freitas Franco, titular da 13ª Promotoria Especializada e coordenadora do Caop Mulher, representou a instituição na 2ª Reunião Executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), realizada entre os dias 11 e 12 de maio.

O encontro do Grupo Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID) resultou na aprovação de novos enunciados que prometem modernizar a atuação ministerial em todo o país.

As deliberações aprovadas buscam uma proteção integral e evitam a revitimização. Entre os pontos de maior destaque está o reconhecimento da violência vicária — aquela em que o agressor utiliza filhos ou pessoas próximas para atingir a mulher — nas Varas de Família.

Outras medidas aprovadas incluem:

Monitoramento eletrônico: Incentivo ao uso de dispositivos simultâneos para agressor e vítima.

Tecnologia e Segurança: Priorização da vontade da vítima na escolha entre audiências presenciais ou virtuais.

Combate à litigância abusiva: Reconhecimento do uso estratégico de processos judiciais para perseguir mulheres como forma de violência psicológica e patrimonial.

Transparência: Obrigatoriedade de informar a vítima sobre qualquer ato relacionado à soltura ou liberdade do agressor.

“Os enunciados aprovados representam um avanço institucional na consolidação de uma atuação orientada pela perspectiva de gênero e pela proteção integral das mulheres”, afirmou a promotora Dulce Helena.

Uma decisão histórica do colegiado foi a ampliação da atuação do COPEVID. Agora, o grupo não se limitará à violência doméstica em sentido estrito, passando a abranger agressões baseadas no gênero ocorridas em ambientes institucionais, digitais, políticos e sociais.

Para garantir que essas políticas saiam do papel com eficácia, o grupo deliberou pela realização de um diagnóstico institucional em todos os Ministérios Públicos do país. O objetivo é mapear a estrutura dos núcleos especializados e identificar boas práticas, corrigindo desigualdades estruturais no atendimento às mulheres.

Referendo e validação

As propostas, coordenadas pela procuradora Leda Mara Albuquerque (MPAM), foram referendadas pelo plenário do CNPG na última quarta-feira (13). A conselheira do CNMP, Fabiana Costa, destacou que o trabalho do COPEVID é essencial para a construção de políticas públicas robustas dentro do Ministério Público brasileiro, alinhando o país a tratados internacionais, como a Convenção de Belém do Pará.

A participação do MPAC reforça o compromisso do Acre com uma rede de proteção articulada e tecnicamente preparada para enfrentar as complexidades da violência de gênero na atualidade.

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