Publicado em 12/05/2026
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Alessandra Karoline
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, um robusto pacote de medidas que prevê o investimento de R$ 11 bilhões em segurança pública. A iniciativa busca desarticular as facções criminosas atacando, principalmente, o seu poderio econômico e infiltrado em diversas camadas da sociedade.
O financiamento do projeto será dividido em duas frentes: R$ 1 bilhão proveniente do Orçamento Geral da União e R$ 10 bilhões disponibilizados via linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que os estados invistam em tecnologia e infraestrutura policial.
De acordo com a Presidência da República, o programa foi elaborado após diálogos com especialistas, forças de segurança e governadores. A estrutura baseia-se em quatro pilares fundamentais:
Asfixia Financeira: Foco no rastreamento e bloqueio de bens para destruir o potencial econômico das facções.
Sistema Prisional: Fortalecimento da segurança nas penitenciárias para impedir o comando de crimes de dentro dos presídios.
Investigação de Homicídios: Qualificação técnica para elevar o índice de esclarecimento de assassinatos no país.
Tráfico de Armas: Intensificação do combate à entrada e circulação de armamento ilegal.
Durante o anúncio, Lula reforçou que o crime organizado deixou de ser uma questão local para se tornar uma rede complexa. Na semana passada, após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário brasileiro destacou a disposição em colaborar internacionalmente para conter o avanço dessas facções.
“Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Estão no futebol, na política, no meio empresarial, no Judiciário e em todo lugar. Precisamos destruir esse potencial financeiro”, afirmou o presidente.
Adesão dos Estados
Para que as unidades da federação tenham acesso aos R$ 10 bilhões do BNDES, os governadores precisarão formalizar a adesão ao programa, comprometendo-se com as diretrizes estabelecidas pelo Governo Federal. O plano será oficializado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias que detalham a aplicação dos recursos e os critérios de monitoramento das metas de segurança.
A expectativa do Governo Federal é que a integração entre a inteligência financeira da União e a atuação operacional dos estados resulte em uma redução drástica da influência das facções no território nacional.
Fonte: Agência Brasil

