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Especulações políticas

Publicado em 11/01/2024 10:01

       O detento Cleriston Pereira da Cunha faleceu na Papuda, a prisão em que se encontrava custodiado.

      Nos últimos 10 anos 17.000 presos morreram quando se encontravam no interior das nossas diversas casas de detenções. Caso possamos considerá-lo como vítima, Cleriston Pereira da Cunha tornou-se apenbas mais uma, entre às milhares de vítimas do nosso precário e desumano sistema carcerário. No ano de 2022, exatamente 2.453 pessoas que se encontravam presas morreram em nosso país.

    Daí a pergunta que se impõe: por que a morte do Clesão, como assim o falecido passou a ser identificado, tem causado tantas especulações? Sem dúvidas, porque a sua morte vem se prestando para se fazer toda sorte de explorações políticas. A propósito, Clesão havia participado diretamente do atentado golpista do dia 8 de janeiro de 2023.

    Em relação às mortes de presos que acontece com bastante freqüência no nosso país, uma média de quatro por dia, e todos os dias, faça chuva ou faça sol, ainda assim, o nome de nenhuma outra vítima tem se prestado para anunciar o verdadeiro inferno em que se transformou o nosso sistema prisional.

    Particularmente, lamentei a morte do Clesão, como costumo lamentar a morte de qualquer pessoa, porém discordo da forma politiqueira como a mesma vem sendo conduzida. Àqueles que alegam que a sua morte decorreu da irresponsabilidade e da desumanidade das nossas autoridades constituídas, até chego a concordar. Daí perguntar: por que o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, vem sendo poupado pelos mais ferinos bloqueiros, em particular, àqueles que defendem o bolsonarismo?

    A título de esclarecimento: o governador, Ibaneis Rocha, era o principal responsável pela segurança pública de Brasília e por tudo que viesse ocorrer no interior da Papuda, justamente o local em que o Clesão faleceu. Em tempo: Ibaneis Rocha jamais escondeu que é, entre todos os nossos atuais governadores, um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

   Ressalte-se ainda mais: Anderson Torres ex-ministro da Justiça na gestão do então presidente Jair Bolsonaro, já havia sido nomeado para exercer as funções de secretário de segurança pública de Brasília, em razão da reeleição do governador Ibaneis Rocha. Outra esquisita coincidência, Anderson Torres encontrava-se ausente de Brasília e de férias nos EUA, isto na primeira quinzena, após a sua nomeação para exercer a sua nova função. Ressalte-se ainda mais: entre os pertences do já nomeado secretário de segurança pública de Brasília, Anderson Torres, foi encontrado uma cópia da minuta de um golpe de Estado.

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