Publicado em 15/05/2026
Foto: Divulgação
Por Redação
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) informou, nesta sexta-feira (15), que monitora rigorosamente o caso de um adolescente de 13 anos suspeito de ameaçar uma professora e mencionar um possível ataque a bomba em uma escola pública no Conjunto Tucumã, na capital. O episódio, ocorrido na tarde de quinta-feira (14), mobilizou as forças de segurança e o Conselho Tutelar.
Em nota oficial enviada à imprensa, a pasta assegurou que a situação é tratada com “máxima seriedade” e ocorre de forma integrada com o Observatório de Segurança Escolar.
De acordo com o registro policial, o incidente teve início após uma discussão rotineira dentro da sala de aula. A professora teria solicitado que o aluno retornasse ao seu lugar, ordem que foi desobedecida. A partir desse momento, o estudante teria passado a proferir ofensas e ameaças diretas contra a docente.
O clima de tensão aumentou após relatos de colegas de classe, que afirmaram ter ouvido o adolescente mencionar a intenção de causar uma explosão na unidade de ensino. A denúncia gerou pânico entre alunos e funcionários, especialmente devido ao estado de alerta das instituições de ensino em relação à violência escolar.
Intervenção policial e investigação
A Polícia Militar foi acionada e realizou a abordagem do jovem ainda no local. Aos policiais, o adolescente confirmou as ameaças contra a professora, embora tenha negado o planejamento de um atentado contra a escola.
Durante a apuração, a polícia recolheu bilhetes trocados entre estudantes durante a aula, que continham conteúdos suspeitos e foram anexados ao inquérito. Devido à natureza do ato infracional, o jovem foi conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os procedimentos cabíveis.
A SEE reforçou que o Observatório de Segurança Escolar está atuando no caso para garantir o suporte necessário à gestão da escola e à profissional envolvida.
“A SEE acompanha a situação junto à gestão da escola e aos órgãos de segurança pública, que foram prontamente acionados. Situações dessa natureza são tratadas em atuação integrada com as forças de segurança e demais órgãos competentes”, diz o comunicado da secretaria.
O Conselho Tutelar segue acompanhando o desdobramento do caso junto à família do adolescente, enquanto a Polícia Civil investiga a veracidade das ameaças de ataque para descartar qualquer risco residual à comunidade escolar.

