Publicado em 19/04/2026
Foto: Senado Federal
BRASÍLIA – A proximidade da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), antecipada para o dia 28 de abril, intensifica as articulações no Senado Federal. Entre os representantes do Acre, os senadores Alan Rick (Republicanos) e Márcio Bittar (PL) já oficializaram oposição à escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, Sérgio Petecão (PSD) mantém sua posição em aberto, sem responder aos questionamentos sobre o pleito.
A mudança na agenda da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que inicialmente ocorreria no dia 29, visa garantir o quórum e evitar esvaziamento devido ao feriado de 1º de maio. Para ser efetivado na Corte, o atual advogado-geral da União necessita de aprovação na CCJ e, posteriormente, do apoio de ao menos 41 parlamentares no plenário, em votação secreta.
Oposição declarada e alinhamento político
O senador Alan Rick confirmou de forma direta que sua decisão está tomada. Ao se posicionar contrariamente à indicação, Rick se consolida como uma das vozes da oposição que buscam barrar o nome de Messias na Casa revisora.
Já Márcio Bittar fundamenta seu voto negativo em uma diretriz partidária e ideológica. O parlamentar afirmou que sua rejeição não se limita ao nome de Messias, mas a qualquer indicado pela atual gestão federal. Bittar também teceu críticas à postura do Senado frente ao STF, defendendo que a configuração da Casa a ser eleita em 2026 possuiria maior legitimidade para lidar com o equilíbrio entre os Poderes e futuras nomeações para a Suprema Corte.
Indefinição e cenário nacional
Em contraste com seus pares, Sérgio Petecão optou pelo silêncio. Recentemente, o senador negou envolvimento em jantares políticos que visariam angariar apoio ao indicado, mantendo o mistério sobre sua inclinação no dia da votação.
A indicação de Jorge Messias tornou-se um termômetro de forças no Congresso Nacional:
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Base Governista: Atua intensamente para consolidar a maioria simples na CCJ e garantir folga no plenário.
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Oposição: Foca em parlamentares de centro e da ala conservadora para ampliar a resistência.
Com dois votos formalmente contrários e uma incógnita, a bancada acreana reflete a polarização que envolve uma das decisões mais sensíveis do Legislativo neste semestre.





